Alentejo2030 apoia formação de ex- trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines

O programa Alentejo 2030 abriu candidaturas, num montante de 300 mil euros, para apoiar a participação individual na formação de ex-trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines, no distrito de Setúbal, foi divulgado, hoje, dia 19 de outubro.

O concurso, financiado a 100% pelo Fundo para uma Transição Justa (FTJ), destina-se a apoiar “percursos individuais de educação, formação e certificação de antigos trabalhadores” afetados pelo encerramento da central a carvão. 

Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, em comunicado divulgado hoje, pretende-se com este aviso “promover a aquisição e o reforço de competências que facilitem a empregabilidade” e “a requalificação profissional”.

A iniciativa visa igualmente “a adaptação dos trabalhadores aos desafios da transição energética e da transformação económica do território”, acrescentou.

Segundo a CCDR do Alentejo, são elegíveis “ações de formação certificada” que permitam a “obtenção ou reforço de qualificações escolares e profissionais”.

Isto inclui “cursos de ensino superior, formação profissional ministrada por entidades certificadas pela DGERT [Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho] e outras formações promovidas por entidades legalmente habilitadas para o efeito”, clarificou.

“O aviso apoia igualmente a participação em processos de certificação profissional e escolar, desde que contribuam para o reforço das qualificações dos participantes”, pode ler-se.

Deverão ser privilegiadas “áreas com potencial de crescimento” no Alentejo Litoral, como “energias renováveis, economia do mar, fileiras agroalimentar, turismo e construção”.

O concurso está aberto a candidaturas exclusivamente de ex-trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines, independentemente da sua situação face ao emprego à data de início da formação, precisou aquele organismo.

Ainda segundo a CCDR do Alentejo, a iniciativa enquadra-se no Plano Territorial para uma Transição Justa do Alentejo Litoral e procura “minimizar os impactos sociais e laborais decorrentes do encerramento” da antiga central, assim como “apoiar o desenvolvimento de novas competências  alinhadas com as oportunidades emergentes na região”.

HYN // RRLLusa/