Cruz Vermelha Portuguesa e Fundação Galp apoiam 65 pequenos negócios afetados pelas tempestades

Cerca de 200 mil euros atribuídos a empresários afetados pelas intempéries integram o Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026, que investiu 1 milhão de euros na recuperação e preparação das comunidades para futuros eventos extremos.

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e a Fundação Galp assinalaram esta quinta-feira, no Auditório Municipal de Alcácer do Sal, a atribuição de apoios financeiros a 65 pequenos empresários afetados pelas tempestades extremas e inundações que atingiram Portugal no início deste ano, num investimento global de cerca de 200 mil euros.

Os apoios integram o Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026, desenvolvido em parceria pela CVP e a Fundação Galp, que mobiliza um investimento total de 1 milhão de euros para apoiar a recuperação das comunidades afetadas por fenómenos climáticos extremos e reforçar a sua capacidade de preparação e resposta a futuros eventos.

A cerimónia contou com a participação da Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, do Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva, e da Diretora Executiva da Fundação Galp, Sandra Aparício.

A sessão reuniu mais de 100 pessoas, dos quais 65 são os empresários apoiados pelo programa, afetados pelas tempestades e inundações, proporcionando um momento de partilha de experiências e de reconhecimento do caminho de recuperação percorrido desde as intempéries que afetaram gravemente os seus negócios e meios de subsistência.

Os apoios agora atribuídos representam uma das medidas previstas no âmbito do programa e destinam-se a promover a recuperação da atividade económica local e a contribuir para a preservação de mais de uma centena de postos de trabalho, bem como para a recuperação de infraestruturas e para a substituição de equipamentos de pequenos negócios particularmente afetados pelas intempéries, para que possam retomar a sua atividade em condições de maior estabilidade e sustentabilidade.

Para António Saraiva, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa,” “Apoiar um pequeno negócio é contribuir para a recuperação de toda a comunidade. Porque cada uma destas atividades faz parte da vida económica e social do território, gera rendimento, presta serviços e cria relações de proximidade essenciais à coesão local. A Cruz Vermelha Portuguesa continuará presente, trabalhando com os seus parceiros para reforçar a capacidade de preparação, resposta e recuperação das comunidades. Porque não podemos impedir todos os acontecimentos extremos, mas podemos estar mais preparados, responder mais depressa e garantir que ninguém enfrenta sozinho o caminho da recuperação. Juntos, temos toda a energia para recomeçar.”

Para Sandra Aparício, Diretora Executiva da Fundação Galp, “A resposta à emergência não termina quando passa a tempestade. Sabemos que, por detrás de cada pequeno negócio afetado, há pessoas, famílias, anos de trabalho e sonhos construídos com muito esforço. E sabemos também que recomeçar nem sempre é fácil. Com este programa, a Fundação Galp, em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa, quer estar ao lado de quem mais precisa, ajudando a recuperar não apenas os negócios, mas também a confiança e a esperança no futuro. Porque apoiar um pequeno comerciante é apoiar uma família, preservar empregos e ajudar toda uma comunidade a reerguer-se. Acreditamos que é quando juntamos esforços, com proximidade, solidariedade e um verdadeiro compromisso com as pessoas, que conseguimos fazer a diferença.”

 

Esta entrega de apoios assinala uma nova etapa do Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026. Após uma primeira fase centrada na resposta imediata à emergência, que permitiu a instalação de 11 contentores habitacionais e dois contentores sanitários para apoiar 11 famílias, correspondentes a 44 pessoas, o programa entra agora numa nova fase dedicada à recuperação económica e social dos territórios mais afetados.

Ao longo dos próximos meses, a CVP e a Fundação Galp continuarão a desenvolver ações de proximidade junto das comunidades, promovendo respostas ajustadas às necessidades identificadas no terreno, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta por parte destas perante situações de emergência. Entre as medidas previstas destaca-se a disponibilização de um contentor multifuncional móvel, que assegurará apoio social, psicossocial e médico, bem como outras iniciativas de capacitação e preparação comunitária destinadas a melhorar a resposta local perante fenómenos extremos.

Com um investimento global de 1 milhão de euros, o Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026 assenta numa abordagem integrada em três eixos de intervenção, que combina resposta de emergência, recuperação e preparação para futuras crises. A iniciativa procura não apenas apoiar as populações afetadas no presente, mas também reforçar a capacidade das comunidades para responder, recuperar e adaptar-se a acontecimentos futuros, contribuindo para territórios mais resilientes, preparados e capazes de proteger as pessoas perante desafios cada vez mais frequentes associados às alterações climáticas.

Fonte: Cruz Vermelha Portuguesa (CVP):