Presidente da CM Sines sensibiliza ministra para questões ambientais

O presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, reuniu-se com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, para discutir várias questões ambientais no concelho que exigem intervenção do Governo e alocação de recursos públicos para resolver.

A esta reunião, realizada no dia 9 de outubro, em Lisboa, a pedido da Câmara Municipal, o presidente levou as dificuldades do Município nas áreas do abastecimento de água e do saneamento, agravadas pelo ciclo de desenvolvimento industrial e populacional.

“No saneamento, a questão é que precisamos de investimento público para resolver um conjunto de problemas que temos, seja nos sistemas em alta, seja nos sistemas em baixa. Tentámos consciencializar a ministra de que, tendo em conta o impacto que Sines tem na economia do país, o País tem de ser solidário com Sines. Mesmo que seja a Câmara a fazer as obras, temos de ter possibilidades de financiamento para fazer esses investimentos”, afirma Álvaro Beijinha,

O “ideal”, explica o presidente, seria a construção de uma ETAR nova na cidade de Sines. Com esta nova ETAR, os esgotos que atualmente são tratados na ETAR de Ribeira dos Moinhos deixariam de precisar de tantas estações elevatórias como as que existem atualmente para serem bombeados, estações essas que dão problemas e consomem recursos.

A nova ETAR e a reformulação do sistema de bombagens exigiria um investimento de muitos milhões de euros, que o município, sozinho, não pode comportar, explica Álvaro Beijinha.

Relativamente ao abastecimento de água, o presidente transmitiu também à ministra as preocupações de uma rede envelhecida, com problemas recorrentes que o atual crescimento urbano só irá agravar.

Sobre esta matéria, o presidente informou que está a ser avaliada a integração do município à Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública do Alentejo, mas apenas, garante, se tal não implicar ter de pagar um tarifário muito mais elevado do que aquele que tem sido pago até agora. É uma questão em aberto e ainda com muitas indefinições.

Numa reunião em que também esteve presente a Autoridade de Saúde, Fernanda Santos, o presidente expôs à ministra a questão do passivo ambiental da Sanchinha, na fronteira do concelho de Santiago do Cacém com o concelho de Sines, perto das captações de água do município.

“O passivo está lá. Não se sabe a sua dimensão nem o conteúdo. Tem havido uma monitorização permanente da qualidade dos solos, e, aparentemente, ainda não há contaminação. Mas nada nos garante, se nada for feito, que num futuro que não possamos vir a ter problemas a esse nível. Por isso, urge resolver a questão, que a própria ministra não conhecia e para a qual ficou sensibilizada”.

Na reunião com Maria da Graça Carvalho, foi ainda abordado o projeto de uma futura dessalinizadora para o abastecimento de água à indústria, um processo que a governante informou estar em andamento.

Fotos © Sara Matos / MAen