Ano letivo começou com carência de professores e auxiliares em Santo André

Fátima Moita

Depois de, numa edição anterior, terem sido abordadas as perspetivas das Escolas do Concelho de Sines para o arranque das aulas, nesta edição o foco recai sobre o Agrupamento de Escolas de Santo André, onde o crescimento do número de alunos continua a contrastar com as dificuldades no recrutamento de profissionais e com algumas preocupações manifestadas pelos Encarregados de Educação.

O Agrupamento de Escolas de Santo André iniciou o ano letivo 2026/2027 com quase dois mil   alunos matriculados, mantendo a tendência de crescimento registada nos últimos dois anos. Apesar disso, a falta de professores e de pessoal não docente continua a ser uma das principais preocupações da Comunidade educativa.

A apresentação dos novos alunos, organizada por ciclos de ensino, começou no dia 11 de setembro, dando início às atividades letivas no Agrupamento.

Segundo a Direção, persistem dificuldades na contratação de profissionais, nomeadamente docentes para áreas específicas dos Cursos Profissionais, Educação Especial, Português e Inglês do 2.º ciclo. Também continuam por preencher vários lugares de pessoal não docente, faltando Auxiliares de Ação Educativa e Assistentes Técnicos para os serviços administrativos.

Relativamente ao número de alunos, o Agrupamento recebeu cerca de 1.600 estudantes, um valor que confirma o crescimento ligeiro mas contínuo da população escolar.

Além das dificuldades identificadas pela Direção, alguns Encarregados de Educação manifestam preocupações relacionadas com a Escola Básica 2+3 de Santo André. Um Encarregado de Educação disse ao nosso jornal que o espaço destinado ao ATL- Atividades Tempos Livres é insuficiente para responder às necessidades das famílias. “O ATL não tem capacidade para acolher tantas crianças. Todos os anos se sente essa dificuldade e muitos pais ficam preocupados com a falta de vagas”, afirma.

Outra preocupação prende-se com a falta de Assistentes Operacionais. “Há poucos Auxiliares para o número de alunos que a escola tem. O pessoal faz o que pode, mas é evidente que existe falta de recursos humanos”, acrescenta.