Festival Gastronómico de Santo André celebra 10 anos com novos sabores e prémios

A 10.ª edição do Festival Gastronómico de Santo André arrancou no dia 23 de outubro, no Restaurante Cascalheira, trazendo novidades, sabores tradicionais e a ambição renovada de promover a restauração local numa altura do ano tradicionalmente marcada pela redução do movimento turístico. 

Na abertura do evento, o Presidente da Junta de Freguesia de Santo André destacou a criação da figura do embaixador do festival, uma distinção atribuída pela primeira vez a Jaime Cáceres, antigo Presidente da Junta e impulsionador da iniciativa em 2015.
“Achámos justo que o primeiro Embaixador fosse precisamente o Jaime, pela ligação que teve ao nascimento e desenvolvimento do festival”, referiu o Autarca, que apresentou ainda outra das grandes novidades desta edição: o passaporte gastronómico. A iniciativa permite aos visitantes colecionarem carimbos dos restaurantes aderentes, aumentando as hipóteses de ganharem prémios nos sorteios que decorrerão ao longo do festival.
A promoção digital dos restaurantes participantes também foi reforçada este ano, através de vídeos e conteúdos nas redes sociais, numa estratégia que pretende divulgar não só os pratos confecionados, mas também o património gastronómico e cultural da região.
A adesão superou as expectativas da organização, com dez restaurantes participantes. “Todos apresentaram propostas criativas e diferentes das edições anteriores, o que valoriza ainda mais o festival”, sublinhou o Presidente da Junta, acrescentando que o objetivo continua a ser atrair visitantes e apoiar os estabelecimentos numa época de menor procura.
Entre as iniciativas paralelas contam-se um workshop de alimentação saudável para alunos das Escolas Básicas da Freguesia, uma prova de vinhos do Pinheiro da Cruz e a já tradicional animação nos restaurantes aderentes.

Nomeado embaixador desta edição, Jaime Cáceres recordou que o Festival Gastronómico surgiu durante o seu mandato na Junta de Freguesia, através de uma candidatura a fundos comunitários que permitiu desenvolver várias iniciativas de promoção local.
“O objetivo era apoiar os restaurantes, o comércio e a economia local numa fase do ano mais difícil”, explicou.
Inicialmente realizado numa grande tenda instalada junto à Lagoa de Santo André, “o evento exigia um enorme esforço logístico”. Mais tarde, já sob a presidência de David Gorgulho, o modelo foi alterado, passando a decorrer nos próprios restaurantes aderentes.
“Foi uma excelente decisão. O Festival cresceu, aproximou-se dos restaurantes e tem sido um grande sucesso”, afirmou Jaime Cáceres.

Restaurantes destacam importância da iniciativa
Para os empresários do setor, o Festival continua a ser uma oportunidade importante para dinamizar a atividade.

Carlos Beja, proprietário de um dos restaurantes aderentes A Cascalheira), considera que a iniciativa assume especial relevância por coincidir com um período de menor movimento.
“Este festival ajuda-nos a promover a gastronomia da Região e a dinamizar o negócio numa altura mais calma”, referiu.
Entre as propostas apresentadas pelo seu restaurante destacam-se as tradicionais sopas de peixe com ovo escalfado, inspiradas em receitas antigas da região, além de outras especialidades da casa. Este ano uma nova especialidade «picanha de borrego».

Sabores da terra e do mar à mesa
A cozinheira Ana Santos revelou alguns dos segredos de um dos pratos participantes: as sopas de tomate com peixe. “Escolhemos este prato porque representa bem a filosofia do festival, juntando a terra e o mar”, explicou.
Preparada com pão caseiro da Região e confecionada no momento após o pedido do cliente, a receita recupera sabores tradicionais que marcaram gerações na zona de Santo André.
Até ao final do festival, os visitantes poderão encontrar à mesa diversas propostas inspiradas nos “sabores da lagoa, do mar e da terra”, mote que acompanha o evento desde a sua criação e que continua a afirmar a identidade gastronómica da Freguesia.