Litoral Alentejano regista este ano menos ocorrências de incêndios rurais do que em 2023

Helga Nobre

A região do litoral alentejano reduziu, este ano, o número de ocorrências de incêndios rurais face a 2023, sendo o Concelho de Alcácer do Sal aquele que registou a maior área ardida, com 141 hectares.

Em 2023 “tivemos 185 incêndios rurais, e, este ano, foram registados 144 incêndios rurais, a maioria [das ocorrências] no mês de julho”, indicou o responsável do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Apesar de ainda não estarem apurados todos dados, o responsável revelou que, este ano, a área ardida é “muito mais reduzida, em relação ao ano transato”, acrescentou.

De acordo com Tiago Bugio, o Concelho de Alcácer do Sal foi “o que teve mais área ardida com 141 hectares e, Odemira, o Concelho onde se registou o maior incêndio que consumiu 36 hectares”.

Em declarações aos jornalistas, em Grândola, para fazer o balanço dos resultados do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2024, Tiago Bugio destacou “a disponibilidade dos operacionais” que integraram o dispositivo no Litoral Alentejano.

“Dos vários agentes de Proteção Civil, corpos de Bombeiros, GNR, Forças Armadas, Sapadores Florestais, há a destacar a disponibilidade de todos eles e a cooperação que foi conseguida para esta articulação mais fácil entre todos que permitiu ter um menor número de área ardida”, sublinhou.

E realçou que, este ano, houve um aumento do número de operacionais e de meios envolvidos no dispositivo que foi mobilizado entre maio e outubro.

“Este ano tivemos mais operacionais na sub-região e tudo isto se reflete na grande aposta que o Comando Sub-Regional tem feito, em conjunto com os Comandos dos Corpos de Bombeiros do Litoral Alentejano, que se empenharam na formação e capacitação técnica dos seus operacionais em diversas áreas”.

Relativamente aos números registados entre 15 de maio e 15 de outubro, do total de 144 incêndios, 16 ocorreram em povoamento florestal, 65 em mato, 37 em zonas agrícolas e 26 resultantes de queimas de sobrantes que se descontrolaram.

O Concelho de Santiago do Cacém foi o que registou o maior número de incêndios em povoamento florestal (05 ocorrências), seguido de Odemira (04), Alcácer do Sal (03), Grândola e Sines (02).

Por sua vez, os Concelhos de Alcácer do Sal e Grândola foram os que registaram mais ocorrências em mato (14 cada), seguidos de Sines (13) e de Odemira e Santiago do Cacém com (12 cada).

No que respeita a incêndios agrícolas, o Concelho de Odemira foi o que teve o maior número de ignições (12), seguido de Santiago do Cacém (09), Grândola (08), Alcácer do Sal (05) e Sines (03).

De acordo com Tiago Bugio, algumas destas ocorrências tiveram mão criminosa, a maioria registadas na Freguesia de São Luís, no Concelho de Odemira.

“Tivemos essencialmente, na Freguesia de São Luis, Concelho de Odemira, algumas ocorrências que poder-se-ão considerar de mão criminosa face à hora do dia e as condições meteorológicas não serem propícias ao desenvolvimento do incêndio”, revelou.

Perante estas suspeitas, o “órgão de polícia criminal, territorialmente competente, fez o respetivo documento para avaliação”, acrescentou.

Tiago Bugio realçou ainda que o acréscimo de mais operacionais nos Corpos de Bombeiros é “um dos principais desafios do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral”.

Leme 863

Foto: Joaquim Bernardo