Por José Manuel Claro,
Descalço-me… mochila às costas desço apressadamente a escada… o iodo pairava no ar
e dilacerava-me os poluídos pulmões!!!…
Caminho sofregamente em direção ao imenso mar que fustigava o areal com suaves e espumosos espraiares ondíferos…
Com a água pelos joelhos surge a primeira constatação prazenteira – a temperatura do oceânico fluido em nada ficava a dever aos dias do solsticioso estio… A vida fervilhava ao meu redor… se de humanoides nem rasto o mesmo não poderei da restante fauna que por ali faz vida…
Um bando de corvos marinhos … alcandorados em rochosa fraga… expunham aos solares raios o casaco de penas… a meus pés três andorinhas do mar aproveitavam as depressões arenosas
originadas pelo meu caminhar tentando encontrar o pulguedo sustento…
Artigo completo disponível na edição em papel de 26 de julho de 2018, n.º 720


