Helga Nobre
O novo Posto Territorial da GNR de Melides foi inaugurado, no passado dia 23 de outubro, num investimento de cerca de 250 mil euros. A infraestrutura garante uma presença permanente da GNR na Freguesia, mas abriu, para já, apenas com um militar e não representa um reforço dos efetivos existentes no Concelho.
Em declarações aos jornalistas, o Presidente da Junta de Freguesia de Melides, Bruno Mateus, considerou a abertura importante, mas disse esperar que no futuro seja possível instalar uma patrulha na Freguesia.
Este equipamento reveste-se de “grande importância para Melides, ainda que seja para já um posto de atendimento, só com um funcionário, mas é algo que vamos lutar para que daqui a uns anos, com o futuro previsto para Melides, seja um posto que tenha uma patrulha e que os Melidenses e quem nos visita se sintam realmente seguros”, defendeu.
“Acredito no Verão, que é um período em que a nossa população provavelmente triplica, seria muito importante ter o patrulhamento na Freguesia de Melides”, acrescentou.
O Posto depende dos militares colocados em Grândola, adiantou o Presidente da Câmara, Luís Vital Alexandre, alertando que a falta de efetivos continua a ser uma das principais preocupações.
“Este Posto depende do efetivo do Posto Territorial de Grândola, portanto temos menos de 30 efetivos e esse é um problema que urge resolver. A partir de agora, no domínio da segurança diria que temos duas grandes frentes de trabalho. Uma frente é o reforço dos efetivos em todo o Concelho”, afirmou.
Por seu lado, o Segundo Comandante-Geral da GNR, Tenente-General Paulo Jorge Alves Silvério, sublinhou que a nova infraestrutura permite aproximar a Guarda da população.
“Este posto significa a presença da Guarda neste território de um modo mais permanente. Sempre que necessário, a Guarda está atenta em termos de planeamento e vamos balanceando os meios para onde são necessários”, garantiu.
A Câmara de Grândola vai ainda adquirir uma viatura para ceder à GNR e mantém o projeto de construção do novo quartel do destacamento e posto territorial, atualmente estimado em cerca de oito milhões de euros.


