Fátima Moita
O Festival das Cores voltou a encher o Parque Central de Vila Nova de Santo André entre 17 e 19 de julho, numa 12.ª edição marcada pela forte participação popular, pela diversidade de atividades e por um ambiente que mistura gerações, memórias e novas experiências.
Os cabeças de cartaz Delfins, Dillaz e Pluto atraíram público de toda a região, criando noites de grande intensidade. A eles juntaram-se Filhos da Pátria, Funil e Abelhinha, Putzgrilla, Ex-Votos, além dos DJs Miguel Ângelo, Red Deep, Surraz, Lighthouse e B3LL.
Entre o público, as opiniões refletiram a mistura de idades que caracteriza o festival: “Venho desde a primeira edição. Ver os Delfins aqui fez-me sentir que Santo André continua vivo e a crescer,” comentou António Manuel, 62 anos, festivaleiro habitual.
“Eu vim pelo Dillaz. Nunca tinha estado no Festival das Cores, mas isto é gigante. Vou voltar,” disse Matilde de Jesus, 17 anos, que participou pela primeira vez.
O programa voltou a ser um dos pontos fortes, com lançamento de pigmentos, festa da espuma, corrida das cores, workshops, zumba, fitness, insufláveis, pinturas faciais, dança e um espaço infantil sempre cheio.
A animação de rua percorreu todo o recinto, criando um ambiente descontraído e familiar.
“O que mais gosto é ver famílias inteiras a participar. Há sempre qualquer coisa para fazer,” afirmou Joana, mãe de dois filhos, (que se divertiam nos insufláveis) e não perde uma edição.
Os artistas de graffiti voltaram a ser uma das imagens de marca, pintando ao vivo e ensinando técnicas aos curiosos.
A exposição de artesanato reuniu criadores de várias gerações, valorizando o talento local.
“Vendo aqui há cinco anos. O festival traz gente nova, turistas, e dá-nos visibilidade,” explicou Manuel, artesão de Santo André.
“É bom ver miúdos a perguntar como se faz. A arte passa de mão em mão,” acrescentou Rita, artista de graffiti.
O Espaço Refeição ofereceu sabores nacionais e internacionais, tornando-se ponto de encontro para quem procurava convívio e descanso.
“O movimento foi constante. As pessoas vêm pela música, mas ficam para comer e conversar,” disse uma responsável por uma das bancas de comida.
Com três dias de forte adesão, o Festival das Cores reforçou o seu papel como evento estruturante da vida cultural de Santo André, juntando gerações, promovendo artistas e criando memórias que se repetem ano após ano.
Presentes no dia da inauguração do evento, estiveram o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Francisco Sousa, a Vereadora, Teresa Serrão Gonçalves, o Presidente da Assembleia Municipal de Santiago do Cacém, Joaquin de Toro, o Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, David Gorgulho e representantes da Associação ArteCorGeração entre outros convidados.
O Festival é organizado pela Associação ArteCorGeração, pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém e pela Junta de Freguesia de Santo André, o evento manteve a entrada gratuita e reforçou o seu estatuto como festival de Verão da cidade de Vila Nova de Santo André.


