CRÓNICA DA QUOTIDIANA VIVÊNCIA
1 – Será um dos sectores da Física, enquanto ciência, que despertou o interesse de Albert Einstein, que sobre ela definiu a relação existente entre o espaço, o tempo e a gravidade.
Da sua compreensão surgiu o termo prático «a relatividade das coisas e situações», hoje comummente utilizado quando comparativamente entre as diferentes situações com que nos deparamos no nosso dia-a-dia. Poder-se-á dizer com alguma propriedade que tudo é relativo.
Numa época em que o mundo assistiu, por ocasião da realização desta última Assembleia Geral da ONU, à visita de uma embaixada chinesa ao mais alto nível, comandada por Xi Jinping, que não esteve presente à dita Assembleia, preferindo antes uma séria de encontros bilaterais com Donald Trump, que aproveitou a oportunidade para propor a venda de armas à China, certamente numa reedição da ‘Lenda de Monsanto’, que nos narrou a forma ardilosa como os portugueses monsantinos conseguiram pôr fim ao cerco castelhano à sua terra.
Consta que em desespero de causa, pegaram nos últimos víveres que lhes restavam e deitaram-nos para o exterior a partir das ameias do castelo, o que fez com que o inimigo levantasse o cerco que já durava há largo tempo, por constatarem a abastança e fartura que existiria ameias adentro.
Nos círculos internacionais diplomáticos, consta que a China nem sequer respondeu à proposta feita por Donald Trump. Entretanto, a opinião pública portuguesa concentrava-se na convocatória que o selecionador nacional fizera para os primeiros jogos da nossa seleção na Taça das Nações.
2 – Aproveitando a sua presença em terras americanas, a embaixada do Irão presente à Assembleia Geral da ONU, tentou por várias formas estabelecer contactos diretos com o governo dos EUA, tentando uma solução diplomática para o conflito que posiciona em campos contrários estas duas Nações.
Sem sucesso esta ação desencadeada pelos representantes Iranianos, chegando até alguns deles a ser expulsos dos EUA. Como falha de mais esta tentativa de solução diplomática do conflito, o mundo agita-se numa espiral inflacionista que tem no seu epicentro o aumento do consumo de combustíveis fósseis. Entretanto, no nosso País, a opinião pública mantém-se refém da posição assumida pelo Cristiano Ronaldo que, ao não ser utilizado no segundo encontro da Seleção Nacional de Futebol, resolve abandonar o estágio e, no seu avião particular, rumar à sua moradia em Espanha.
3 – Os grandes Países que constituem o G7, possuidores de grandes reservas estratégicas de combustível, resolvem como que inundar o mercado internacional, baixando assim a pressão existente sobre o preço do crude, como uma medida de controlo da inflação que se está a alastrar pelo mundo como a progressão de uma epidemia, não poupando os Países e como que espalhando os efeitos nefastos do conflito despoletado pelos EUA, numa região do mundo, internacionalmente conhecida como um vespeiro, dada o proliferação de religiões e práticas políticas, desenvolvidas naquela área do globo.
Enquanto isto, a opinião pública portuguesa como que se divide em duas fações, uma pró-Ronaldo e outra pró-Jorge Jesus, qual imagem bíblica do Mar Vermelho abrindo-se ao Êxodo dos Hebreus, em direção à terra prometida.
4 – Numa semana em que a Inglaterra, através dos seus governantes, mostraram de novo interesse num regresso à União Europeia, pondo assim fim à aventura do Brexit, em que os Países europeus, tentam de alguma forma construir apressadamente uma união que responda internacionalmente a uma só voz perante a conjuntura internacional, dando-lhe mais textura nas intervenções na guerra entre a Ucrânia e a Rússia, que se desenrola ali mesmo, no quintal da Europa, a opinião pública Portuguesa fazendo tábua rasa da próxima visita do Secretário de Estado Americano, Marco Rúbio, que ocupa uma pasta equivalente a Ministro no Governo Americano, certamente para tratar dos problemas relacionados com a Base das Lajes, que vieram expor ao mundo a nossa precaridade defensiva, a Nação portuguesa como que respira de alívio com o anúncio do próximo encontro, que se pretende conciliatório entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo. Assim vai o nosso mundo onde tudo é relativo, até que apareça um futebolista, a pôr em causa toda essa dita relatividade estudada por Albert Einstein JOSÉ MANUEL CLARO


