Novo Ano

O Ano Novo não começa quando o relógio marca meia-noite. Começa quando decidimos respirar mais fundo e dar ao tempo um lugar dentro de nós. Começa quando percebemos que não precisamos de correr atrás dos dias, apenas caminhar com eles.

Que este novo ano seja menos sobre pressa e mais sobre presença. Menos sobre o que falta e mais sobre o que permanece. Que saibamos escutar o silêncio, cuidar do que é frágil e valorizar os gestos pequenos, esses que não fazem manchetes, mas sustentam a vida.

O novo ano não nos pede promessas perfeitas nem listas intermináveis de objetivos. Pede-nos verdade. Pede-nos que sejamos mais gentis connosco e com os outros. Que aprendamos a parar sem culpa, a sentir sem medo, a aceitar que nem tudo se resolve, e que isso também faz parte do caminho.

Que saibamos deixar para trás o que pesa e entrar no Ano Novo com as mãos mais leves. Que o amor tenha tempo, que a esperança tenha espaço, que a vida seja vivida com mais calma e mais cuidado.

Porque o novo ano não exige que sejamos melhores do que fomos. Pede apenas que estejamos presentes. E isso, quando acontece, já é um belo recomeço.

 

O sentido das palavras

Carlos Cabrita

2025