Sines tem condições para produzir “dois gigawatts” de energia renovável no mar

O Secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, disse que Sines tem condições para vir a produzir “cerca de dois Gigawatts (GW)” de energias renováveis oceânicas, contribuindo para a transição energética em curso.

“Sines poderá almejar vir a ter nos próximos tempos cerca de dois Gigawatts de energias renováveis oceânicas que é também um fator muito importante de desenvolvimento daquilo que são as alterações climáticas e da transição que estamos a fazer em termos energéticos”, afirmou.

O Secretário de Estado do Mar falava aos jornalistas, no passado dia 11 de outubro, à margem da 5.ª edição da Feira do Mar, evento organizado pelo Sines Tecnopolo e pela Câmara Municipal de Sines sobre empreendedorismo, turismo, portos e logística, formação e inovação.

Questionado sobre possíveis investimentos na área das energias renováveis oceânicas, neste território, José Maria Costa explicou que se trata de “projetos ligados a parques eólicos ‘offshore’ que poderão ter, inclusivamente, a produção de hidrogénio verde”.

De acordo com o governante, o grupo de trabalho interministerial, que envolve as secretarias de Estado do Mar, do Ambiente e da Energia e das Infraestruturas, “começou a funcionar, esta segunda-feira, com o objetivo de dimensionar o potencial eólico disponível na nossa costa”.

“Estamos a falar de 10 GW a nível nacional, [sendo que] o potencial existente no mar de Sines é de dois gigawatts”, precisou.

O trabalho do grupo engloba também a adaptação das “infraestruturas portuárias aos novos desafios, assim como a renovação e qualificação das infraestruturas elétricas de transporte”.

“E tudo aquilo que vai ser uma fileira industrial que se vai constituir em torno da construção destas infraestruturas e do potencial tecnológico e da transferência de conhecimento que estão associados”, acrescentou.

O governante referiu ainda que, em Sines, “há uma forte visão estratégica de todos os atores e um forte alinhamento com aquilo que são os desígnios nacionais que permitirão transformar o Alentejo e criar condições para ter mais emprego, mais qualificação e qualidade de vida”.

O Governo assumiu a ambição de atingir uma capacidade instalada de eólico ‘offshore’ de 10 GW em 2030, que será atribuída através de leilões.

Helga Nobre