Jovializar por Aí: A conquilha

Por Bruno Pires, n.º 4, 10.º B, AESA, ESPAM*

Olá! Chamo-me Conca e sou uma conquilha. Vou contar-vos a história da minha vida. Tinha acabado de nascer… Era inverno… [Odeio o inverno!] Água gelada, grandes marés, mar encapelado.

Se, como tudo na vida tem um lado positivo, o inverno também o tem. Aí, ninguém me apanha, segundo o que os meus pais me
diziam. Mas eu ainda só conhecia a realidade do inverno e já a considerava má. Por isso, queria o verão, embora as conquilhas mais velhas e experientes me dissessem que esse ainda era pior.

Ora, como eu não o conhecia e detestava o inverno, queria que o verão chegasse rapidamente. Em suma, estava confusa, apreensiva, curiosa, com um misto de pensamentos na cabeça. Queria e não queria, uns dias, sim, outros, não!

Estava no areal da praia das Amêijoas para ser mais precisa. Não percebo o nome da praia, sinceramente; afinal, só havia búzios e conquilhas. O tempo estava gelado, eu cheia de frio e a chuva fustigava o vento. As ondas pareciam minitsunamis…

A mim e às minhas queridas amigas só nos restava resguardarmo-nos na areia. Até que finalmente chegara o calor! O que eu ansiara por aquele momento… A lição já estava estudada: nem tudo na vida é um mar de rosas [até porque na praia, o mar é de água] e o verão tem também as suas contrapartidas. É essa a estação do ano que requer mais atenção e inteligência da nossa parte, conquilhas. Temos de fazer de tudo para não acabarmos num tacho ou numa frigideira… Ser mais inteligentes do que os desumanos dos humanos que só nos querem comer! Por sermos mais pequenas? Girafas – que são maiores do que eles -, eles não as comem! E porquê?! Porque são maiores, claro!

*coordenação da professora Paula Moreira de Carvalho