Por Joaquina Carmelo,
Do que me foi dado observar em catorze anos que o Diretor, Professor Luís Filipe, esteve à frente dos destinos da ESPAM, só me resta registar as seguintes palavras: um líder na mais digna aceção desta palavra.
Foram catorze anos, e alguns deles muito conturbados, se pensarmos na vida do país, cujos reflexos chegavam a Santo André e à sua Escola Secundária e aí provocavam as suas ondas. Estou a lembrar-me especialmente da instabilidade entre os alunos, criada numa área então muito problemática do sistema educativo português, o ensino secundário, alvo de significativas alterações nos anos que então corriam, e que deu origem a uma greve de alunos na ESPAM, com encerramento do portão.
Lembro ainda episódios mais recentes, resultantes de uma proposta ministerial de avaliação de professores, que criava grandes clivagens entre a classe, e que foi liminarmente rejeitada, apesar de muito discutida e até aplicada. Mas, na ESPAM, as soluções
encontravam-se – e eram muito consensuais – e aos problemas chamávamos desafios. E eram mesmo desafios!
Artigo completo na edição em papel de 18 de Junho de 2015, n.º 649


