Era de madrugada, por volta das 04h13min da manhã, estava tudo calmo, silencioso…

Por mais que tentasse, os meus olhos não se fechavam, talvez pelo facto de estarem tão inchados, das noites que eu passava em claro a olhar para o céu.
Era revolta, eu sabia disso, passavam-me mil e uma ideias malucas pela cabeça naquelas noites frias, era sempre assim.
De porta fechada, dentro do quarto, persianas entreabertas de modo a olhar as estrelas, de resto era apenas eu, uma qualquer rapariga embrulhada nos lençóis a pensar na vida. Ninguém sabia da existência daquelas noites, exceto eu, lembrava ofegantemente que teria de dormir, contava as horas para o tormento que me esperava.
Artigo completo na edição em papel de 07 de abril de 2016, n.º 667
Por Maria de Inês Ferreira, 9ºC, AESA, com Prof.ª Teresa Faia

