Opinião: Derradeira oportunidade

Opinião - António Camilo

Opinião - António CamiloPor António Camilo,

Tenho do território do Litoral Alentejano e, em particular do Odemirense um conhecimento aprofundado, bem como das suas potencialidades e do sentir das suas gentes.

Pude sentir no esforço contínuo para o desenvolvimento que os vários agentes locais com responsabilidades no território, mais uns do que outros, mas para ser justo quase todos eles, procuraram ultrapassar as dificuldades que em cada hora se
levantavam, as quais muitas vezes fizeram atrasar processos e em alguns casos levaram mesmo ao seu colapso.

Não seria sincero se não reconhecesse os esforços que muitas vezes a administração regional e alguns atores centrais fizeram para que chegássemos a bom porto. Eu próprio muitas vezes o comprovei. Porém, é forçoso concluir ser verdade que continuam atuais os pressupostos do nosso desenvolvimento coletivo, mas também que não são diferentes os nós górdios que sempre o limitaram e muitas o impediram.

Estou farto, todos estamos, de ouvir salientar o “nosso potencial”, que o Litoral Alentejano “pode puxar pelo país”, que no
Alentejo, poderá ter “um papel charneira”, que a agricultura, o turismo, a logística, o ambiente cuidado são “fatores potenciadores de um forte valor acrescentado”, etc., mas na hora da verdade lá nos passa ao lado… Certo é que o “bom discurso” não mudou, como não mudaram as situações, entidades e interlocutores que levaram a este nosso “marcar passo” de décadas, independentemente das mudanças nos governos.

Artigo completo na edição em papel de 03 de dezembro de 2015, n.º 659