Fátima Moita
A cerimónia do Prémio Internacional Terras sem Sombra 2026 reuniu, a 28 de março, cerca de 260 pessoas no Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém, para celebrar personalidades e Instituições que se destacam nas áreas da música, património, biodiversidade, serviço à Comunidade e novos talentos.
Presidida pela Infanta D. Maria Francisca de Bragança, a sessão destacou a importância da cultura e da ligação ao território. O Presidente da Câmara, Bruno Gonçalves Pereira, sublinhou o papel do festival na valorização cultural e ambiental do Concelho, enquanto o Diretor-Geral do TSS, José António Falcão, alertou para as desigualdades entre o interior e as áreas metropolitanas, defendendo maior investimento público nos territórios de baixa densidade.
Foram distinguidos: Josep Maria Colom (Música), pianista espanhol de carreira internacional; Carolino Tapadejo (Património), reconhecido pelo trabalho em Castelo de Vide; Lauriane Mouysset (Biodiversidade), investigadora francesa dedicada às relações entre sociedade e sistemas naturais; Martin Pohl (Serviço à Comunidade/Cooperação Internacional), diplomata checo com forte ligação a Portugal e Judith Tahan (Sons sem Sombra/Novos Talentos), jovem acordeonista francesa premiada em concursos internacionais.
Criado em 2011, o Prémio Terras sem Sombra distingue contributos relevantes para a cultura, ciência e coesão territorial. A edição de 2026 do festival decorre até dezembro, tendo como próximo destino Ferreira do Alentejo, a 18 e 19 de abril, com destaque para o concerto O Carnaval dos Animais, de Saint-Saëns, no Lagar do Marmelo.


