Helga Nobre
Perto de uma centena de pessoas exigiu, no passado dia 08 de fevereiro, a reposição de efetivos e de viaturas no posto da GNR de Cercal do Alentejo, no Concelho de Santiago do Cacém, numa ação de protesto.
“Este Movimento prende-se com o facto de termos tido conhecimento da redução drástica de guardas no posto de Cercal do Alentejo em cerca de 50%”, disse Sérgio Santiago, Presidente da Junta de Freguesia que convocou a ação de protesto.
De acordo com o Autarca, até janeiro deste ano, o Posto da GNR funcionava com um efetivo de 16 militares, mas alegadamente “devido à mobilidade dos guardas, saíram cerca de metade e não foram colocados novos elementos”.
“Este Posto foi o único no Concelho de Santiago do Cacém que sofreu esta redução. Todos os outros mantiveram ou aumentaram, o que para nós não faz qualquer sentido, tendo em conta as características da Freguesia”, criticou.
Segundo Sérgio Santiago, o Posto da GNR, que dista dois quilómetros da Vila de Cercal do Alentejo, está sem viatura “há cerca de três meses, situação que põe em causa a sua operacionalidade”.
“Contactei o Governo com estas preocupações, mas não obtive resposta e o Comandante Distrital da GNR disse-nos que a intenção é, em abril, talvez repor alguns guardas, mas não deu certezas firmes”, argumentou.
Já sobre a falta de veículo para patrulhamento, o Autarca acrescentou ter-lhe sido dada a garantia de que iria ser atribuída uma viatura àquele posto, mas “ainda não aconteceu”.
Durante a ação de protesto, alguns dos moradores manifestaram ao Leme a sua preocupação pela “falta de patrulhamento numa Freguesia com população dispersa e maioritariamente idosa, há vários meses”.
“Não se vê uma patrulha em lado nenhum, desde que a viatura saiu daqui do Posto, praticamente, nada”, queixou-se Carlos Sobral.
Para este morador, de 69 anos, a falta de patrulhamento “causa um sentimento de insegurança entre a população, principalmente, para quem vive ainda isolado na periferia da Freguesia que conta com perto de 3.500 habitantes.
“Há muitas pessoas que ainda vivem muito isoladas na periferia, mas se a patrulha passar, sentem-se mais seguras”, acrescentou.
Para o Presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, a redução de efetivos da GNR “neste hiato de tempo deveria ter sido acautelada pelas Entidades responsáveis, de modo a evitar o alarme das populações”.
“A Câmara tem vindo a chamar a atenção seja através do Comando da GNR, seja através da tutela que há necessidade de reforçar os meios e não podemos continuar a aceitar esta situação porque é fundamental o patrulhamento”, afirmou.
Também o porta-voz da Comissão de Utentes de Santiago do Cacém, Dinis Silva, defendeu “o reforço de efetivos para garantir a segurança das populações”.
“Os Ministros por vezes são surdos, por isso temos de fazer ações como estas ou ainda mais fortes”, frisou.
Leme 871


