Futura escola em Sines do Politécnico de Setúbal abre portas à internacionalização

O presidente da comissão instaladora da escola superior que vai ser criada em Sines pelo Politécnico de Setúbal (IPS), João Pires, realçou hoje ser uma aposta do território e uma porta aberta à internacionalização.

“Este não é um projeto exclusivo do IPS. É uma aposta da região sediada no Município de Sines, mas, sendo um projeto regional, é também uma porta aberta para a internacionalização”, afirmou.

A tomada de posse da Comissão Instaladora da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais decorreu hoje no Centro de Artes de Sines, no âmbito do 1.º Fórum IPS Território Sustentável.

No entender do responsável, a futura escola irá reforçar “a imagem de Sines e do Alentejo Litoral como região de investimento”.

Além de João Pires na presidência, a comissão instaladora integra também João Nabais e Olga Costa como vogais.

A estrutura, disse, “reúne experiência acumulada na gestão de escolas do IPS, na coordenação de cursos e projetos”, bem como na “colaboração com organizações e iniciativas em diferentes contextos profissionais e institucionais”.

Em declarações à agência Lusa, João Pires explicou que a comissão vai trabalhar, num período máximo de cinco anos, na instalação da nova escola e na definição das áreas de formação, em articulação com “a comunidade e com o tecido económico e social da região”.

Só assim, continuou, será possível “perspetivar exatamente quais são as ofertas formativas que serão necessárias para o desenvolvimento da região”.

No entanto, segundo o responsável, no ano letivo de 2026/2027, a instituição deverá “avançar com uma pós-graduação ligada à gestão portuária” e com “um conjunto de microcredenciais” orientado para a “reconversão profissional e para a formação ao longo da vida”.

“A partir daí, a comissão deverá trabalhar na acreditação de licenciatura, mestrado, bem como de cursos técnicos superiores profissionais”, explicou.

Já a presidente do IPS, Ângela Lemos, classificou a criação da nova escola como “uma grande conquista” para a instituição, para a região e para o país.

“É trazer o ensino superior para uma região que não tinha ensino superior”, afirmou, defendendo que esta presença permitirá às populações “manterem-se cá, reter talento e também trazer talento de fora”.

Questionada pela Lusa, Ângela Lemos revelou que o processo para a instalação da futura escola superior em Sines deverá ficar concluído no espaço de “três a quatro anos”.

E acrescentou que o IPS está a trabalhar com a Câmara Municipal de Sines, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e o Governo.

“Estamos a trabalhar ainda na elaboração de um contrato-programa com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação” referente à futura escola superior, adiantou.

 

Segundo a presidente da IPS, já existe “terreno para a implantação do edifício” e a autarquia está “a trabalhar no caderno de encargos para a elaboração do projeto”.

Questionada sobre o ponto de situação da residência de estudantes, em construção, a responsável apontou a sua conclusão até ao final de agosto.

“Até 31 de agosto teremos a residência concluída e eu espero que, no próximo ano, já consiga ter alguns de alunos” dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP).

Segundo a página oficial do IPS na Internet, João Pires é doutorado em Belas-Artes (especialidade de Educação Artística) pela Universidade de Lisboa e é mestre em Ciências da Educação (especialidade de Tecnologias Educativas).

HYN // RRL

Lusa