Fátima Moita
A 22.ª Peregrinação dos Peregrinos Santa Maria, de Vila Nova de Santo André, reuniu este ano 64 participantes, de várias localidades da Região, entre jovens e pessoas de mais idade, guiados pelo Pároco, Padre Luís Marques, Rosa Coelho, Dário e Ju Santiago entre outros elementos da Organização, num caminho marcado pela fé, sacrifício e espírito comunitário.
A caminhada rumo ao Santuário de Fátima teve início na madrugada de 6 de maio, com a tradicional Missa de Bênção e envio, seguindo depois para a primeira etapa: Santo André-São Francisco da Serra-Grândola, onde tomaram o pequeno almoço em que estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, os Presdentes das Juntas de Freguesia de Santo Andre e S. Francisco da Serra, David Gorgulho e Pedro Gamito, de seguida dirigiram-se para Grândola onde o Grupo foi acolhido pelo Padre José Bravo, que presidiu à celebração.
Ao longo dos dias seguintes, os peregrinos percorreram as etapas Grândola–Casebres, Casebres–Cortiçadas do Lavre, Cortiçadas do Lavre–Coruche, Coruche–Almeirim e Almeirim–Alcanena, somando quilómetros de oração, silêncio, partilha e superação. No caminho cruzaram‑se histórias pessoais de peregrinos, voluntários e equipas de apoio. Falou-se de dores, promessas e gestos de amor ao próximo, rezou-se o terço, a mostrar quem vive a Peregrinação com autenticidade.
A equipa da Ordem de Malta, sob a coordenação de Guida Alvarenga, acompanhou todo o percurso, garantindo apoio físico e emocional aos caminhantes, muitos deles a enfrentar dores e dificuldades próprias da longa jornada.
A chegada ao Santuário ocorreu a 12 de maio, num momento de grande emoção. Os peregrinos reuniram‑se na Rotunda dos Pastorinhos para a etapa final, acompanhados pelos Padres Luís e Abilio e por D. Fernando Paiva, Bispo de Beja, que os conduziu até ao recinto do Santuário. Entre abraços, lágrimas, agradecimentos e sinais de superação, o Grupo recebeu a bênção do Bispo de Beja, que saudou o testemunho de fé vivido ao longo de vários dias.
A Peregrinação terminou com o sentimento de missão cumprida e profunda gratidão, num ano em que a caminhada voltou a provar que, mais do que um percurso físico, é uma verdadeira experiência de fé, fraternidade e entrega.


