José Claro
Realizou-se no passado dia 22 de maio, nos terrenos adjacentes ao mercado Municipal de Vila Nova de Santo André, a Festa dos Vizinhos, numa organização conjunta da Junta de Freguesia de Santo André e do jornal ‘O Leme’.
Jornada de convívio entre os habitantes de cidade, que este ano viu realizar-se a sua 19ª edição, e que na sua organização espelhou a multiculturalidade das suas gentes, oriunda das sete partidas do mundo.
Esse facto, foi realçado pelo Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Santo André, David Gorgulho, na sua intervenção proferida como que a abrir as festividades, intervenção essa que começou com as boas vindas a todos os presentes e os justos agradecimentos a todos os voluntários e pessoal da Junta de Freguesia, que durante os dias que antecederam a festa, demonstraram um grande empenho para com a organização da mesma.
Durante a sua intervenção, David Gorgulho, realçou a enorme adesão popular que originou um rápido preenchimento dos quatrocentos lugares sentados existentes, o que obrigou à montagem de novos lugares suplementares para acolher todas as pessoas interessadas em participar no convívio.
O Padre Luís Marques, Diretor do Jornal “O Leme” e Pároco da Paróquia Santa Maria, parceiros nesta iniciativa, destacou e agradeceu o trabalho desenvolvido por todos os voluntários e a parceria que a Paróquia e o “Leme” têm tido com a Junta de Freguesia de Santo André, ao longo de todos estes anos.
Na programação levada a cabo, seguiu-se uma demonstração de ‘Capoeira’ por Mestre Nuno, e a atuação pela noite dentro do artista Marco Filipe que agitou as gentes e deu colorido à festa.
Mas, festa que se preze, tem de apresentar algo que se mastigue, e a festa deste ano caprichou na oferta e refletiu mais uma vez a multiculturalidade dos presentes.
Os visitantes deliciaram-se com pratos típicos portugueses, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos, indianos, ucranianos, brasileiros, num rol de especialidades que permitia uma visita ao mundo, através dos seus hábitos gastronómicos, sem sairmos do recinto festivo.
Quanto a doçaria, que compunha o cardápio das sobremesas, ela emparelhou com a oferta de partos típicos, não deslustrando no seio do agradável confronto.
Já o dia 23 era começado, há um bom par de horas, quando os vizinhos se começaram a desmobilizar, um evento que primou pelo convívio e reforço dos laços de amizade, sendo notório na face dos presentes, a determinação de participar em futuras edições da ‘Festa dos Vizinhos’ que no próximo ano comemorará a sua vigésima edição.
Venha de lá a próxima festa, o convívio, com tudo o que isso poderá representar para uma sociedade que se quer mais fraterna e colaborante, no respeito devido a cada um, independentemente das suas origens e culturas, e que desse caldear de experiências e saberes resulte o progresso desta cidade, única no panorama do nosso País.
Concluída que está a ‘Festa dos Vizinhos 26’, viva a festa de 2027!
José Manuel Claro


