Advento significa ‘chegada’. O que supõe uma expectativa, a ansiedade própria da proximidade de alguma coisa ou de alguém que se aproxima. E se alguém está próximo de chegar, espera-se que encontre um lugar que o receba e alguém que o espere. Não será assim? A chegada de alguém exige disponibilidade de quem recebe, exige uma prévia preparação de tudo aquilo que é necessário para acolher quem está para vir. Uma preparação não apenas exterior, mas também interior. É como aquela mãe e aquele pai, e aquela família, que esperam ansiosamente a chegada de um novo membro à família. Aguardam e esperam com expectativa alegre a sua vinda eminente, preparando a casa, a vida e o coração. Têm cerca de nove meses para o fazer. No próximo dia 30 de Novembro, Domingo, a Igreja inicia o tempo litúrgico de Advento. Aquelas quatro semanas que antecedem o Natal de Jesus. São um tempo de expectativa, de alegre entusiasmo, de preparação exterior e interior para acolher Aquele que está para chegar. É uma espera activa, atenta e exigente para receber Jesus que nos visita, que vem até nós, que Se faz um de nós. Vai chegar para todos, contudo, o Evangelho de São Lucas (2,7) conta que quando chegou a hora da Virgem Maria dar à luz, envolveu o Menino em panos e colocou-o numa manjedoura, porque «não havia lugar para eles na Hospedaria». É como prenuncio do que vai acontecendo. O contrário da hospitalidade, não é só a hostilidade, mas a indiferença e o coração fechado. Existem muitas hospedarias encerradas, ocupadas, sem lugar para Aquele que vem. Hoje também é assim. Que o Advento seja uma oportunidade para abrirmos as portas das nossas casas para acolher a única razão de ser do Natal: Jesus, e n’Ele, todos os que chegam até nós, sobretudo os mais pobres, os que vêm de longe e os que mais precisam da nossa proximidade, mas sempre com verdadeira dignidade e responsabilidade.


