Ao final do dia 4 de junho, no Pátio das Artes, em Sines, a Câmara Municipal levou a efeito a apresentação do livro que assinala as 25 edições do Festival de Músicas do Mundo, um dos marcos culturais daquela cidade do Litoral Alentejano.
No palco montado para o efeito, uma feliz coincidência de três presenças, o homem que o pensou Manuel Coelho, Presidente da Câmara Municipal de Sines (1999-2013), o homem que deu continuidade ao projeto até aos nossos dias Nuno Mascarenhas, igualmente Presidente da Autarquia (2014-2025) e Carlos Seixas, Diretor Artístico e de Produção, que desde a primeira hora, pôs de pé um festival que não se cinge à música, «que é tudo», como diria Fernando Pessoa.
Foi um deleite, ouvir os ‘pais da criança’, que nas suas sucessivas intervenções, evidenciaram indiretamente que o FMM é verdadeiramente uma aventura, bastando a narração factual de um ou outro episódio, para nos apercebermos da grandiosidade que o festival tem, sob os múltiplos aspetos, e que, com a sua pluridisciplinaridade, ultrapassa em muito o clássico conceito de um festival de música.
Quanto ao livro em si, constatamos que é uma edição bilingue, em português e inglês, comportando no seu conteúdo apenas a parte de palco, por onde desfilaram centenas de artistas ao longo das 24 edições do Festival, e teve a sua génese numa equipa pluridisciplinar encabeçada por Paulo Mestre, colaborador da Câmara Municipal de Sines.
O volume agora editado, é como que um cartão de visita para os interessados na matéria e como que justifica os galardões já atribuídos, aos longo dos anos da sua existência.
Que novos volumes sejam editados, narrando as muitas mais aventuras passadas por uma organização que, ao longo destes 25 anos, sempre se agigantou, para dar ‘novos mundos ao mundo’, da cultura.
Terminamos esta notícia, da mesma forma que termina o livro agora editado, com uma frase do brasileiro Chico César, que já subiu ao palco do FMM em várias ocasiões: «É uma sensação muito boa saber que há no mundo alguns lugares em que a Humanidade, como um todo, pode ser celebrada».
Viva o FMM de Sines 2025!

