No litoral alentejano, as famílias vivem o mesmo drama do resto do país na altura de comprar os livros escolares para o habitual regresso à escola.

Isabel Gonçalves, natural de Cabo-Verde, e a residir em Sines há 13 anos, tem quatro filhos a seu cargo, todos em idade escolar.
Wilson, de 18, Denise, 16, Cláudio, 11 e Leonardo de 7 anos, não fazem ideia do pesadelo que a progenitora, de 36 anos, enfrenta sempre que se aproxima o início do ano letivo.
“Já fiz as contas por alto e vou gastar cerca de 800 euros com os livros e material escolar”, lamenta a empregada doméstica que aufere por mês a mesma quantia.
“Tenho de fazer uma ginástica muito grande para conseguir pagar as contas do mês, pôr comida em casa e ainda comprar o que eles precisam para a escola, porque não posso ficar a dever na papelaria”, acrescenta.
Por isso, para fazer face às despesas, dá prioridade a quem tem melhores notas nas escolas.
Artigo completo na edição em papel de 10 de setembro de 2015, n.º 653

