Helga Nobre
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, reconheceu no dia 14 de janeiro que o Concelho de Sines enfrenta um estrangulamento ao nível da habitação face aos investimentos previstos para o território que ultrapassam os 20 mil milhões de euros.
“Aqui em Sines está a haver um volume de investimento muito grande e ainda virá muito mais investimento para Sines, investimento que está em curso e está a ser preparado e, de facto, o maior estrangulamento, creio que é mesmo a habitação”, afirmou o Governante que falava aos jornalistas à margem de um encontro promovido pela Fundação Repsol, em Sines, para debater a importância deste território na descarbonização da indústria.
Além de manifestar vontade em conversar com o Presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, Castro Almeida defendeu que a questão da habitação deve ser resolvida “entre o Estado e a Autarquia”.
“É um assunto que tem de ser resolvido entre o Estado e a Autarquia, são os dois que, em boa colaboração, têm de encontrar solução para esse problema. É um problema sério, mas que tem de ser resolvido e vamos resolvê-lo com toda a certeza”, afiançou.
Questionado sobre o número de trabalhadores que são esperados na Região de Sines, fruto dos grandes investimentos em curso ou previstos arrancar, a curto médio-prazo, o Governante lembrou que, apesar de existirem “muitos investimentos que estão a ser preparados, isso não significa que todos cheguem ao fim”.
“Há uma ordem de grandeza de muitos milhares de milhões de euros de investimento e, embora tratando-se de investimentos que são muito capital intensivo, estamos a falar de alguns milhares de trabalhadores que irão para Sines nos próximos anos e por isso é preciso construir milhares de casas”, sublinhou.
Sobre o atraso neste planeamento, Castro Almeida, defendeu que o Governo está em funções há “pouco mais de um ano, não sendo, por isso, possível planear e fazer casas neste período”.
“Agora, à medida que estamos a identificar investimentos que vão instalar-se em Sines, alguns deles ainda não começaram, mas estão a pensar instalar-se, estamos ao mesmo tempo a procurar pensar na habitação”, acrescentou o Governante.
Questionado sobre o projeto Alba, investimento que a Repsol está a realizar no Complexo Industrial de Sines e que envolve a construção de duas novas fábricas de polímeros 100% recicláveis, o Governante realçou a sua relevância para as exportações do País.
“Estamos a falar de um investimento que vai gerar um volume de exportações ou diminuição de importações na ordem dos mil milhões de euros por ano, o que é muito relevante para nós”, observou.
Após o encerramento da conferência, o Ministro da Economia e da Coesão Territorial realizou a sua primeira visita oficial ao Complexo Industrial da Repsol em Sines, sem a presença de jornalistas que não puderam acompanhar a visita.


