Espaço público e habitação são as prioridades de Filipa Faria candidata do PS/Sines

Helga Nobre

A candidata do PS à Câmara de Sines, Filipa Faria, assumiu a valorização do espaço público, o reforço da limpeza e dos serviços urbanos e a definição de uma política de habitação para “contrariar a escassez de habitação”, como prioridades da sua proposta programática nas Eleições Autárquicas deste ano.

Considerando tratar-se de uma proposta “ambiciosa, mas realista”, a cabeça de lista do PS por Sines defendeu que estas são as prioridades que vão “ao encontro dos interesses das pessoas”.

“A nossa proposta programática é ambiciosa, mas realista que irá ao encontro das preocupações das pessoas e ao encontro dos interesses do nosso Concelho. O PS é um partido responsável e é por isso que constituiremos a melhor equipa e apresentaremos um programa equilibrado, exequível e que garanta a sua conciliação com a saúde financeira e orçamental da Câmara”, afirmou.

Durante a cerimónia de lançamento da sua candidatura, que decorreu no passado dia 31 de maio, no edifício da Docapesca, em Sines, Filipa Faria, falou em “duas frentes programáticas, absolutamente prioritárias para o partido”.

No que respeita ao espaço público, a candidata defendeu a necessidade de criar “respostas céleres e mais qualificadas de empresas privadas que garantam a manutenção e embelezamento, mas promovam a mobilidade suave e a vida comunitária”.

No entanto, reconheceu que, nesta matéria, existem “muitas dificuldades para ultrapassar, desde logo na necessidade de reforço das equipas camarárias e de uma rigorosa metodologia de agendamento e planeamento dos trabalhos”.

Na habitação, a candidata defendeu a criação “no imediato de instrumentos que incentivem a construção a custos controlados independentemente de serem os construtores, a Câmara, as Cooperativas ou até os privados”.

“Temos uma cidade planeada com dois grandes Planos de Pormenor (PP) e está já em desenvolvimento um novo PP. No total teremos bastante mais de dois mil fogos planeados e cuja construção pode arrancar. O mercado tem funcionado, mas quase sempre para uma procura que é mais rentável e dá mais lucro”, realçou.

Para garantir o equilíbrio, a candidata socialista apontou para a necessidade de se avançar com “construção para venda e de arrendamento a preços acessíveis”.

“Só uma estratégia que combine diversos instrumentos e concilie os diversos mercados poderá contribuir para resolver o problema de fundo na habitação”, acrescentou.

Ainda no capítulo da habitação, a candidata prometeu “uma abordagem menos financeira sobre a alienação dos terrenos municipais”.

“Não encararemos as receitas potenciais com demasiado relevo, os terrenos podem ser alienados para um determinado fim e se esse fim for a construção a custos acessíveis, naturalmente que os preços que os terrenos que vão a hasta pública têm de estar em linha de conta com esse objetivo e os promotores ficarem obrigados a essas condições”, afirmou.

Já no que respeita ao investimento industrial, portuário e turístico do Concelho, a candidata do PS falou na necessidade de implementar uma nova abordagem, além de apenas garantir “emprego estável, qualificado e justamente remunerado”.

“Mas já não estamos nos anos 80 ou 90 do século passado. O investimento mesmo aquele que se destina à transição energética tem de ser ambientalmente comprometido e ter objetivos claros de sustentabilidade”, argumentou.

No seu entender, os investidores “têm de ser sensibilizados para a necessidade de terem compromissos efetivos no território, seja na promoção de medidas ambientais que mitiguem o efeito dos seus investimentos, seja até na criação de mecanismos de benefício social no Concelho, como a promoção de habitação acessível”.

Caso seja eleita, a candidata, que integra o atual executivo liderado por Nuno Mascarenhas, pretende implementar uma gestão mais participativa, com a introdução de um Orçamento Participativo, de proximidade, com o desenvolvimento do programa “O Meu Bairro”, e maior transparência, através de jornadas e visitas técnicas às Freguesias e aglomerados.

Por seu lado, o Presidente da Federação do PS de Setúbal, André Pinotes Batista, também presente no lançamento da candidatura, enalteceu “as enormes competências e o enorme trabalho desenvolvido por Filipa Faria”.

“Esta dimensão que Sines tem, que extravasa os seus laços, é algo que faz com que estas eleições que vamos disputar tenham uma importância nevrálgica. A transição digital e energética não são possíveis sem a peça central do puzzle que é Sines”, sublinhou.

“Quem melhor do que quem fez bem para fazer ainda melhor. Se fomos nós que conseguimos colocar uma gestão rigorosa nas finanças, que conseguimos fazer obras estruturais, que recuperamos a arquitetura desta terra, que atraímos tanto investimento, se foi o PS, se foi esta equipa que a Filipa integrava, não há melhor forma de dar continuidade, de ir mais longe, de fazer melhor, do que apostar em quem tem as provas dadas e as qualidades como a atual candidata”, realçou.