Helga Nobre
O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projeto da Mina da Lagoa Salgada, que abrange os Concelhos de Grândola e Alcácer do Sal, está em consulta pública até 28 de abril no portal Participa, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O projeto tem como objetivo a exploração subterrânea de depósitos minerais metálicos de cobre, chumbo, zinco e metais associados, com recurso a fontes energéticas alternativas, na União de Freguesia de Grândola e Santa Margarida da Serra, no Concelho de Grândola, e a Freguesia de Torrão, no Concelho de Alcácer do Sal.
Segundo o EIA, o início da construção das infraestruturas de apoio à exploração mineira está previsto para o primeiro trimestre de 2026 e o arranque da exploração no segundo trimestre de 2027, sendo necessária a emissão da licença ambiental.
A fase de exploração da mina terá a duração prevista de 11 anos, à qual se segue a sua desativação, sendo implementado o plano de encerramento.
Promovido pela Redcorp – Empreendimentos Mineiros, Lda, ao projeto foi atribuído o estatuto PIN – Potencial Interesse Nacional.
Além da construção e instalação da mina, o projeto inclui ainda outros investimentos como a construção de uma Linha Aérea de Alta Tensão (LAAT) de 60 kV (kilovolt) e uma extensão de 15 quilómetros para fornecimento de energia ao complexo mineiro.
Está igualmente prevista a construção de uma adutora de ligação à albufeira de Vale do Gaio, em Alcácer do Sal, para abastecimento de água, e de uma unidade de produção elétrica renovável.
Entre as principais condicionantes estão áreas pertencentes à Reserva Ecológica Nacional (REN), a interceção a povoamentos de sobreiros, floresta mista de sobreiros e pinheiro manso e de uma parte do domínio hídrico.
Estão previstas medidas compensatórias, como a arborização de 73 hectares de sobreiro e pinheiro manso, na Herdade da Nogueirinha, em Grândola, e a elaboração de um estudo técnico-científico sobre o declínio do montado e propostas de mitigação, em parceria com o Instituto Politécnico de Beja, a Universidade de Évora e Associações florestais locais.


