CDU de Odemira acusa PS de incoerência e contradição na desagregação de Freguesia
Helga Nobre
A CDU de Odemira criticou, em comunicado, a “postura incoerente e contraditória” do PS na votação do processo de reposição das Freguesias de Vale de Santiago, Bicos e Colos, acusando o Partido de prejudicar os interesses da população.
No comunicado, a CDU expressou “a sua profunda indignação perante a postura incoerente e contraditória do Partido Socialista (PS) no processo” que levou à rejeição pelo parlamento da desagregação da União de Freguesias de Bicos, Colos e Vale de Santiago.
Segundo os comunistas, nas reuniões do Grupo de Trabalho para a Reposição das Freguesias da Assembleia da República, nos dias 06 e 17 de dezembro, o Partido Socialista “optou por alterar o seu voto contra pela abstenção”.
“Na reunião de 06 de dezembro, o PS votou contra a reposição” destas Freguesias no Concelho de Odemira, “comprometendo de forma grave um processo legítimo que responde à vontade expressa das populações locais e cumpre os critérios estabelecidos na legislação em vigor”, lê-se no comunicado da Comissão Coordenadora de Odemira da CDU.
Já no dia 17 deste mês, na reunião do mesmo Grupo de trabalho, “o PS optou por alterar o seu voto contra para abstenção, numa manobra que, longe de corrigir o erro inicial, manteve o bloqueio à reposição das Freguesias”, defendeu.
Para a CDU, “esta atitude revela uma postura de conveniência política e um desprezo pela legítima aspiração das populações afetadas”.
Na nota, os comunistas criticaram igualmente as declarações do Presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro (PS), por “branquear esta realidade, omitindo que foi o próprio PS que votou contra e, posteriormente, absteve-se, perpetuando a injustiça”.
“As afirmações do PS Odemira, sugerindo empenho na reposição das Freguesias, não passam de um exercício de retórica vazio, ignorando o facto de que o PS foi cúmplice da extinção das Freguesias em 2013, no âmbito da chamada “Lei Relvas””, acrescentaram.
No entender da CDU, “a luz verde dada pelo PS a essa reforma administrativa, que desrespeitou o território e as comunidades locais, continua a ter repercussões negativas que o próprio partido agora tenta mascarar”.
Além de reafirmar o seu compromisso com a “reposição das Freguesias extintas contra a vontade das populações”, a CDU considerou “inaceitável que as forças políticas, especialmente o PS, continuem a brincar com os direitos das populações e com a organização democrática do território por mera conveniência partidária”.
No comunicado, os comunistas apelaram “à mobilização das populações e à continuidade da luta por uma justa reposição das Freguesias de Vale de Santiago, Bicos e Colos”.

