Helga Nobre
A Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal exigiu o pagamento urgente do apoio extraordinário destinado a compensar os custos dos combustíveis, alegando que a verba, aprovada em março, ainda não chegou às Associações Humanitárias.
Em comunicado, a estrutura manifestou preocupação com a previsão de um novo aumento do preço do gasóleo, considerando que a subida agravará os encargos diários dos Corpos de Bombeiros.
A Federação lembra que ambulâncias, veículos de emergência e meios de combate a incêndios têm de continuar operacionais, independentemente da evolução dos preços dos combustíveis.
Segundo a organização, os apoios extraordinários são necessários em períodos de maior pressão, mas não resolvem os problemas estruturais de financiamento das Associações Humanitárias.
A Federação sustenta que os valores recebidos não acompanham os custos reais dos serviços prestados e que as Associações têm suportado a diferença com recursos próprios.
Além do pagamento imediato do apoio já aprovado, os Bombeiros reclamam a atualização da taxa de saída e do valor pago por quilómetro no transporte de doentes.
Entre as reivindicações estão também a revisão dos valores dos protocolos celebrados com o Instituto Nacional de Emergência Médica, a criação de um contrato-programa entre o Estado e as Associações Humanitárias e a introdução de mecanismos de atualização periódica dos montantes.
A Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal espera uma resposta rápida do Governo que permita assegurar a estabilidade e a sustentabilidade financeira das Associações.
De acordo com uma estimativa do Automóvel Club de Portugal, divulgada antes do início da semana, o preço do gasóleo deveria aumentar quatro cêntimos por litro, enquanto o da gasolina deveria recuar seis cêntimos, caso se mantivesse a tendência do mercado.

