No passado dia 20 de junho realizou-se, na Escola Secundária Padre António Macedo, o lançamento do livro “Um Areal de Esperança”, incluído no Caderno Cultural Cidade Nova n.º 3 da Associação AJAGATO.
Trata-se de uma obra original de Luís de Sttau Monteiro, escrita por encomenda do Gabinete da Área de Sines no início da década de 80 do século passado, e que nunca chegou a ser editada. Mais de quarenta anos depois vê finalmente a luz do dia. Por si só, isto já seria motivo suficiente para registar o momento. Trata-se de um documento de extrema importância para entendermos o contexto social e económico à data dos primeiros anos de vida do Centro Urbano.
A apresentação esteve a cargo do historiador João Madeira, também responsável pelos capítulos iniciais do livro, dedicados à biografia do escritor. São páginas que nos permitem perceber, com profundidade, a ligação de Sttau Monteiro a esta região, em especial à Lagoa de Santo André, que frequentava desde tenra idade e à qual se manteve ligado durante toda a idade adulta.
O anfiteatro 2 da Escola Secundária estava praticamente cheio. Depois da apresentação seguiu-se um breve debate sobre Vila Nova de Santo André. E foi aí que o livro deixou de ser apenas livro e passou a ser pretexto para outra coisa, talvez maior. Muitas foram as intervenções, todas marcadas por sentimentos mistos perante o Projeto da Cidade Nova: (i) a frustração de uma Cidade que ficou aquém do planeamento inicial e (ii) a expectativa cautelosa face ao futuro próximo, que se aproxima a passos largos com os projetos industriais previstos para a Zona de Sines. Em suma … as pessoas querem falar sobre o futuro da Cidade Nova. E querem falar agora.
Em jeito de conclusão, o lançamento deste livro coincidiu com um momento decisivo para Santo André. O futuro da Cidade está, finalmente, ao alcance dos seus habitantes, que percebem, hoje melhor do que nunca, que a sua opinião e a sua intervenção são absolutamente indispensáveis.
Parabéns à AJAGATO pela iniciativa. E um agradecimento muito especial ao Prof. Mário Primo.
Bertolino Campaniço


