No editorial de 19 de Fevereiro tratei do problema das nossas estradas, nacionais e não só, chamando a atenção para o perigo que constituíam, nomeadamente, a estrada que vai de Santo André a Melides, de Melides ao Carvalhal, o IC 33, entre outras. Assim como foi importante alertar e apelar para soluções, também é relevante agora dar nota positiva dos arranjos, ainda que provisórios, que foram feitos nestas mesmas estradas. Pode dizer-se que os cidadãos e utilizadores daquelas vias foram ouvidos, o que é um bom sinal. Estou consciente de que estas medidas se incluem naquelas que apelidei de imediatas e urgentes, e como tal, ficam por realizar as soluções a médio e longo prazo, que passam por dotar de novos pavimentos estas vias. Quando se apela, quando se alerta e existem manifestações e diálogos, não é, nem pode ser, apenas para fazer crítica desconstrutiva, pelo contrário, estas modalidades devem ter um carácter positivo e construtor, mesmo quando se chama a atenção para este e aquele aspecto negativo e que carece de ser revisto ou mesmo eliminado. São como duas faces da mesma moeda, o que faz a diferença é a intencionalidade. O diálogo que existiu entre os cidadãos, os autarcas e os responsáveis dessas estradas teve um efeito benéfico para todos, e isso deve ser salientado, valorizado e continuado. Quando tive oportunidade de voltar a essas estradas e me deparei com os melhoramentos, repito provisórios, e vi as máquinas e trabalhadores empenhados em fazer o seu trabalho, confesso que fiquei contente, por tudo o que isso significa. É esta a estrada que importa continuar a utilizar e a percorrer, porque certamente nos fará chegar um destino fundamental: o bem comum.


