Degradação das estradas revolta populações no Alentejo Litoral

A degradação acentuada das estradas no Alentejo Litoral está a gerar crescente revolta entre as populações, que denunciam prejuízos elevados nas viaturas e uma situação que consideram “inadmissível”. Pneus furados, jantes amolgadas e suspensões partidas tornaram‑se problemas diários para quem circula na Região.

Vários automobilistas descrevem um cenário “que nem num País de terceiro mundo é aceitável”. Os condutores afirmam ser “impossível evitar os buracos”, que se multiplicam e aprofundam com o mau tempo, provocando dezenas de avarias todos os dias.

Entre os casos mais graves apontados estão o IC33, que liga Sines a Grândola, a Estrada Nacional 120 entre Cercal do Alentejo e Sines, e a Estrada Nacional 261, que faz a ligação entre Troia e Melides. No entanto, nos cinco Concelhos do Litoral Alentejano — Sines, Santiago do Cacém, Grândola, Alcácer do Sal e Odemira — muitas outras vias apresentam um estado de degradação avançado, colocando em risco a segurança de quem nelas circula.

Face ao agravamento da situação, os cinco Municípios da Região já solicitaram à Infraestruturas de Portugal uma reparação urgente das estradas, alertando para os riscos crescentes e para os prejuízos que afetam diariamente residentes, trabalhadores e empresas.

A população, cansada de esperar por soluções, exige agora respostas rápidas e intervenções estruturais que devolvam condições mínimas de segurança à circulação rodoviária no Alentejo Litoral.