Proteção Civil de Alcácer do Sal foi ativado no dia 29 de janeiro, em sequência da reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, tendo em conta o impacto da depressão Kristin no território deste Concelho.
Este fenómeno meteorológico, ocorrido a 28 de janeiro, causou um elevado número de ocorrências, designadamente a queda de estruturas e de árvores, danos em habitações e infraestruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e nas comunicações, cortes de vias rodoviárias, perturbações no normal funcionamento dos serviços públicos e da vida da população.
A ativação também se justifica porque, de acordo com a informação disponível, mantém-se a previsão de persistência de condições meteorológicas adversas, suscetíveis de agravar os efeitos já verificados, nomeadamente ao nível do vento forte, precipitação intensa instabilidade das estruturas.
Mantém-se, igualmente, o caudal de elevada intensidade do rio Sado, provocado pelas descargas contínuas das barragens de Vale do Gaio, Pego do Altar, Campilhas, Odivelas e Alvito.
Toda esta situação configura um agravamento excecional do risco coletivo, exigindo a adoção de medidas de carácter excecional com vista à salvaguarda de pessoas e bens, bem como à reposição da normalidade, que é enquadrável com a ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Alcácer do Sal.
Esta formalização preconiza um conjunto de medidas a implementar, referidamente: ativação do Posto de Comando de acordo com o previsto no PMEPC de Alcácer do Sal; serviços municipais e agentes de Proteção Civil totalmente empenhados e em permanente estado de prontidão e intervenção; prioridade absoluta às ações de socorro, salvamento e assistência às populações, incluindo realojamento temporário, sempre que necessário; o reforço da vigilância e monitorização das zonas de risco, nomeadamente, linhas de água, taludes, zonas urbanas vulneráveis e infraestruturas críticas e a interdição ou condicionamento de acessos a vias rodoviárias, espaços públicos e edifícios que apresentem risco para a segurança de pessoas e bens.
O reforço dos meios humanos e materiais afetos às operações de proteção civil, podendo ser determinado o prolongamento de horários e a mobilização excecional de recursos municipais; a garantia da operacionalidade dos serviços essenciais, nomeadamente água, saneamento, comunicações, energia e saúde, em articulação com as entidades competentes; a adoção de medidas especiais de informação publica, através dos canais institucionais do Município, com recomendações de autoproteção à população e, finalmente, o levantamento sistemático dos danos, com vista à avaliação de prejuízos e eventual acionamento de mecanismos de apoio e reposição da normalidade, também estão entre as medidas adotadas.
Todas as entidades públicas e privadas com especial dever de cooperação ficam ainda obrigadas a prestar o apoio solicitado pela Autoridade Municipal de Proteção Civil.
Fonte: CMAS
Foto: Rádio Sines


