Contrato-programa para construção de Escola Superior em Sines será assinado em 2026

Helga Nobre

O contrato-programa para a construção de uma Escola Superior (ES) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), em Sines, dedicada às áreas da sustentabilidade, indústria e tecnologias digitais, vai ser assinado em 2026.

Segundo o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, o Governo está disponível “para apoiar a construção dessa escola, assinar um contrato-programa para a sua construção, em parceria com a Câmara Municipal de Sines, envolvendo os fundos que a Comissão de Desenvolvimento Regional do Alentejo tem disponíveis e com a liderança do IPS”.

No final de uma reunião que juntou, em Sines, no passado dia 18 de dezembro, vários elementos do Governo, responsáveis do IPS, da Câmara de Sines e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, sobre o projeto de construção da escola superior, o titular da pasta da educação apontou “o primeiro semestre” de 2026 para a assinatura do contrato-programa.

“Aqui o desafio é que, no primeiro semestre de 2026, tenhamos o contrato-programa assinado”, afiançou o Governante, acrescentando que “dois anos será o prazo razoável para a construção desta escola”.

Esta será “a primeira escola, que é uma das partes de um ‘campus’ ambicioso, com múltiplas valências, do Instituto Politécnico de Setúbal, em Sines”, assinalou.

O projeto, indicou, irá permitir “qualificar as pessoas desta região e transformar este território num espaço de desenvolvimento e não apenas de investimento físico”.

A instalação da nova escola superior do IPS em Sines resulta de uma parceria entre esta instituição e o município de Sines que inclui igualmente a construção de uma residência de estudantes com capacidade para 50 camas, num investimento de 1,9 milhões de euros.

Para o Ministro da Educação, este é “um projeto muito importante numa das regiões com maior dinamismo económico do País”.

“O investimento para se realizar em todo o seu potencial assenta sempre em recursos humanos e por isso a qualificação dos recursos humanos, no momento em que se está a realizar esse investimento, é essencial”, defendeu.

Para a construção da Escola Superior do IPS, cujo estudo preliminar aponta para um montante de cerca de sete milhões de euros, “haverá financiamento do Governo e dos outros parceiros”, explicou Fernando Alexandre.

“Nas parcerias o compromisso também se mostra com os recursos que se colocam, mas estando obviamente a falar de educação e de ensino superior, promovido por uma Instituição pública, o Governo à cabeça terá de ser um financiador”, garantiu.

Além de saudar a assinatura do contrato-programa para a construção da futura escola superior, o Presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, admitiu o apoio financeiro do Município, além da disponibilização do terreno para a construção de uma residência de estudantes e do projeto de construção da futura Escola Superior.

“A Câmara admite também ter que suportar parte desse mesmo custo, embora a questão do financiamento comunitário seja muito importante”, afirmou o Autarca, recordando que a Região do Litoral Alentejano “é a única NUT III do País que ainda não tem ensino superior”.

No “horizonte de médio-prazo, é talvez o projeto público mais importante que a Região vai ter”, reforçou o Autarca que estimou “lançar a execução do projeto para obtenção de financiamento comunitário e, consequente, arranque da obra no prazo previsto de dois anos”.

Já a Presidente do IPS, Ângela Lemos, disse que se trata de um projeto “com maturidade científica e de base tecnológica para poder avançar e contribuir para o desenvolvimento da Região de Sines”.

“Esperamos que, daqui a dois anos, seja uma realidade. Houve hoje esse compromisso, temos de agora conseguir avançar e tentar o financiamento adequado”, sublinhou.

Sobre a construção da residência de estudantes, a Presidente do IPS apontou os meses de “março ou abril de 202” para a sua conclusão”.