Helga Nobre
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Santiago do Cacém vai enviar, ainda este mês, um abaixo-assinado a exigir a reparação de diversas estradas nacionais do Concelho ao Presidente da República e ao Governo.
A iniciativa, lançada “no verão” conseguiu reunir mais de 1.500 assinaturas de utentes descontentes com a falta de manutenção e reparação das estradas nacionais que atravessam este Concelho.
No abaixo assinado os utentes exigem a reparação “de centenas de quilómetros de estradas que estão bastante degradadas no Concelho de Santiago do Cacém”, disse o porta-voz da Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, Dinis Silva.
Em causa, segundo o responsável, estão a Estrada Nacional (EN) 120, que liga as localidades de Cruz de João Mendes à Tanganheira, a EN 390, troço entre Abela e São Domingos, e a EN 262, entre Cercal do Alentejo e Bicos, já no Concelho de Odemira.
De acordo com Dinis Silva, o abaixo-assinado será entregue formalmente, “até ao final deste mês de novembro, ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e à Infraestruturas de Portugal.
“O ano passado tivemos um inverno muito chuvoso e, sem uma intervenção nestas três vias, a situação poderá complicar-se para os seus utilizadores, admitiu o porta-voz dos utentes, acrescentando que é urgente a sua reparação”.
“Já tivemos ali muitos acidentes, além de diversas anomalias, como rebentamentos de pneus, danificação de jantes, amortecedores e transmissões, numa altura em que o custo de vida está cada vez mais caro e as pessoas têm de levar os carros à oficina”, cuja fatura “também está cada vez mais cara”, argumentou.
Após a entrega do abaixo-assinado, Dinis Silva afiançou que a Coordenadora das Comissões de Utentes quer certificar-se “se vai haver obra nestas vias que estão cada vez mais danificadas“.
Com uma greve geral convocada para dia 11 de dezembro, a Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano lembrou, em comunicado, que continuam a existir vários constrangimentos em termos de acessibilidades e na área da saúde nesta região.
Além de contabilizar 25 mil utentes sem médico de família no Litoral Alentejano, a Coordenadora dos Utentes denunciou que, em Canal Caveira, no Concelho de Grândola, “há utentes que só têm consultas médicas uma vez por mês e, em Alcácer do Sal, a população aguarda há mais de um ano pelas obras do novo Centro de Saúde.
No mesmo comunicado, a Coordenadora criticou ainda a falta de vontade política para criar o espaço de uma maternidade no Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, e manifestou-se “contra o encerramento das maternidades do Hospital São Bernardo, em Setúbal, e também no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro”.
Alertou ainda para a falta de condições da Estação de Comboios de Grândola, cujo abaixo-assinado para a sua beneficiação está a decorrer, e para o funcionamento do serviço de Finanças daquela Vila que está sem tesouraria, obrigando a deslocações a Santiago do Cacém, “que por sua vez só funciona um dia por semana”.

