Votação para Assembleia Municipal de Sines “reflete” posição da oposição para o futuro defende Autarca

Helga Nobre

O Presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha (CDU), considerou que a escolha de Marisa Santos, do Movimento MAIS, para a Assembleia Municipal reflete a posição dos partidos da oposição no trabalho autárquico dos próximos anos.

“Procurámos encontrar soluções com todos. Aquilo que foi a escolha na Assembleia Municipal reflete que, se calhar, não querem estar connosco CDU”, afirmou.

O Autarca falava aos jornalistas depois da tomada de posse dos novos Órgãos para a Câmara e Assembleia Municipal de Sines, que terminou com a votação da lista apresentada pelo Movimento MAIS, liderada por Marisa Santos.

“É certo que mesmo na Assembleia Municipal foi a CDU quem teve o maior número de votos e naturalmente que houve aqui uma coligação entre quase todos os partidos que não a CDU. Repito que respeitamos essa decisão dos membros da Assembleia, mas é um sinal que nos dão logo desde a primeira hora”, observou.

O Autarca deu também o exemplo da Junta de Freguesia de Sines, onde inicialmente não houve consenso em relação à constituição da mesa da Assembleia, apesar da vitória da CDU nas Eleições Autárquicas.

“Naturalmente que a população fará seguramente a leitura de quem ainda não percebeu quem é que venceu as eleições e quem não venceu as eleições (…) mas penso que a oposição está a dar claros sinais daquilo que vai ser o futuro”, lamentou.

Questionado sobre a possibilidade de esta situação inviabilizar o programa da CDU, Álvaro Beijinha disse acreditar que não vão existir bloqueios à governação comunista na Câmara Municipal.

Já em relação à Assembleia Municipal, o Autarca espera que “este sinal” não venha a ser “prática futura” dos Partidos e Movimentos da oposição.

“Espero que se construam aqui as pontes e que este sinal que aqui foi dado na escolha da mesa da Assembleia Municipal e que também foi dado na Junta de Freguesia não seja a prática futura porque senão poderemos ter aqui uma situação de ingovernabilidade e de não respeito daquilo que foi uma clara e expressiva vontade popular”, advertiu.

Durante a eleição para a mesa deste Órgão, foram apresentadas duas listas, uma da CDU, liderada por Hélder Guerreiro, e outra do Movimento MAIS, liderada por Marisa Santos.

A lista do MAIS acabou por vencer por 13 votos, tendo a lista da CDU obtido 10 votos.

Nas eleições de 12 de outubro, a CDU alcançou a vitória na Assembleia Municipal com 32,51% dos votos e a eleição de oito membros, incluindo a Presidente da Junta de Freguesia de Sines, o MAIS com 27,37% elegeu seis elementos, o PS com 17,72% elegeu cinco elementos, incluindo o Presidente da Junta de Freguesia de Porto Covo, o PSD/CDS-PP com 12,97% elegeu três elementos e o Chega com 7,3% elegeu um elemento, num total de 23 membros.