Helga Nobre
A Comissão Política do PSD de Sines acusou a CDU e o Movimento MAIS de não cumprirem acordos pós-eleitorais para a instalação dos Órgãos Autárquicos, retirando ao partido a possibilidade de se fazer representar no Executivo da Junta de Freguesia de Sines.
Em comunicado, a estrutura política revelou ter sido abordada pela CDU com a oferta de um lugar no Executivo da Junta de Freguesia, proposta que foi declinada por entender que o acordo deveria contemplar “pelo menos dois elementos” do PSD tendo em conta a competência das eleitas”.
Segundo os sociais – democratas, após uma primeira abordagem do MAIS surgiram acordos para a Assembleia Municipal (AM) de Sines, que implicavam “viabilizar com os votos do PSD a eleição da lista proposta pelo Movimento para a mesa da Assembleia”.
Assim como para a Assembleia de Freguesia, onde existia um impasse, tendo sido acordado com o MAIS “a eventual proposta de uma lista, com a existência de dois elementos do PSD para o Executivo da Junta, que deveria ser votado pelo MAIS”.
No dia da votação, e para surpresa da estrutura, “o elenco do Executivo da Junta não ficou a contar com quaisquer elementos do PSD, contrariamente ao acordado”, argumentaram.
“CDU e MAIS no último momento não cumprem o acordo e colocam o PS na equação” tendo o Executivo ficado composto por dois elementos da CDU, dois do MAIS e um do PS, lê-se no comunicado.
Apesar de aceitar e respeitar as regras democráticas, na mesma nota, o PSD disse não entender e “não compactuar com acordos pouco claros e assentes em vontades imediatas”.
“O PSD não consegue também entender que a CDU opte por se concertar com o MAIS que lhe retirou a mesa da AM, que a CDU tenha forçado a entrada do PS no Executivo da Junta, quando o PS na primeira tentativa de instalação daquele Órgão Autárquico tenha recusado entrar e deixado a CDU sem possibilidade de formalizar o processo e que o MAIS rompa com quem lhe permitiu garantir a mesa da AM”, acrescentou a estrutura política.

