Polícia Marítima já realizou mais de 30 mil ações este ano

Helga Nobre

A Polícia Marítima já realizou, este ano, mais de 30 mil ações policiais, tendo sido detetadas, neste período, mais de 1.500 infrações e mais de 500 crimes.

“Este ano já foram feitas mais de 30 mil ações policiais, mais de 1.500 infrações detetadas e 500 crimes debelados”, revelou o Comandante-Geral da Polícia Marítima, Vice-Almirante, Nuno Chaves Pereira.

Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia oficial do Dia da Polícia Marítima, que se realizou, em Sines, no passado dia 14 de setembro, o Vice-Almirante realçou o “trabalho diário” dos operacionais.

“Esta é uma polícia de especialidade única, com competências e valências únicas no nosso País e que está equipada com os meios que estão disponíveis e que o Estado português coloca à sua disposição”, frisou.

Enquanto Comandante-Geral, o Vice-Almirante não deixou de manifestar a importância dos meios.

“Seria mais útil ter mais meios e mais pessoas, mas temos de ter a noção do País em que nos inserimos e aquilo que podemos fazer com os meios que temos”, considerou.

A PM “tem uma presença muito forte na Agência Frontex, desde 2014” com inúmeras missões e dá “um contributo muito válido à União Europeia, no sentido de mantermos os nossos mares e as nossas águas mais protegidas”.

“Além desse trabalho temos aquele que é feito em território nacional, em águas de jurisdição nacional e no domínio público marítimo, tanto pelos agentes nos comandos locais e são 28 espalhados por todo o continente e ilhas e temos depois um nicho especializado que é a Unidade Especial de Policia, constituída por duas grandes valências: o grupo de ação tática, com militares treinados para situações de maior violência, e o de mergulho forense, que é um grupo dedicado à preservação das provas subaquáticas, único no nosso País”, realçou.

Questionado sobre a atratividade de quadros jovens para esta polícia em zonas periféricas, o Comandante da Polícia Marítima disse que não existem constrangimentos nesta área.

“De momento, não estamos a sentir essa dificuldade porque, no ano passado, fizemos uma incorporação de cerca de 50 agentes. Vamos fazer uma nova, este ano, de mais 50 agentes e estamos em processo de autorização, junto da tutela, de mais 75 agentes”, precisou.

De acordo com O Vice-Almirante Nuno Chaves Pereira, uma carreira na Polícia Marítima tem-se revelado “atrativa para a juventude” e tem de “ser moderna para que os jovens se possam rever e acreditar que têm futuro”.