O atraso de cerca de 11 meses na conclusão da passagem ferroviária sobre a Estrada Regional 261 (ER261), da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP), motivou um protesto convocado pela Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Santiago do Cacém, no dia 2 de julho.
Segundo a nota de imprensa da CMSC, o Presidente da Câmara, Álvaro Beijinha, afirmou:
“É importante clarificar que a responsabilidade da obra é inteiramente da Infraestruturas de Portugal (IP). Estivemos presentes em todas as reuniões com a IP, na apresentação do projeto e respetivas retificações. Temos mantido contacto permanente para acompanhar os sucessivos atrasos.”
O autarca acrescentou que os atrasos se devem a dificuldades do empreiteiro na subcontratação de serviços, incluindo insolvência de empresas, e à instabilidade de um talude construído nos anos 30, não previsto na empreitada. “Lamento que, ao longo da obra, a IP não tenha sido mais transparente nem informado dos constrangimentos associados à paragem da mesma.”
Vítor Proença, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), destacou que o encerramento da ER261 afeta diretamente o acesso ao Hospital do Litoral Alentejano e aos serviços de emergência, comprometendo a segurança dos munícipes da região.
A intervenção faz parte da modernização da ligação ferroviária entre Sines e a Linha do Sul, com um investimento de cerca de 28,5 milhões de euros. A previsão inicial de execução era de 10 meses, mas a passagem ferroviária sobre a ER261 continua por concluir. A IP estima a reabertura da estrada nos próximos dois meses.
No final da concentração, foi aprovada por unanimidade uma moção que considera a situação “inadmissível” e exige à IP e ao Governo a “urgente conclusão desta obra”.


