A Câmara de Grândola e empresas do setor turístico foram alvo de buscas, no passado dia 26 de junho, por eventuais crimes de prevaricação e violação de regras urbanísticas, divulgou a Polícia Judiciária (PJ).
De acordo com a PJ, em comunicado, a operação policial, para cumprimento de mandados de busca, realizada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizou-se nas Câmaras Municipais de Grândola e de Oeiras e em empresas do setor turístico.
A operação decorreu no âmbito de investigação a eventuais crimes de prevaricação, corrupção passiva, corrupção ativa, participação económica em negócio e abuso de poderes e violação de regras urbanísticas.
“Estas diligências visaram a recolha de elementos documentais, com vista ao desenvolvimento e conclusão, tão breve quanto possível, das investigações em curso”, referiu a PJ.
Entretanto, fonte da Câmara de Grândola confirmou as buscas da PJ e acrescentou que “a Autarquia está a colaborar com as autoridades”.
Segundo avançou a CNN, em causa está “o alegado conflito de interesses de uma sociedade de advogados, a Abalada Matos, Moraes Cardoso e Associados, que foi contratada pela Autarquia de Grândola para serviços de apoio à gestão urbanística, quando ao mesmo tempo aquela sociedade de advogados já representa os interesses imobiliários de promotores turísticos na Herdade da Comporta”. H.N.

