A Câmara Municipal de Grândola reforçou, em comunicado, a urgência na criação de novas zonas balneares ao longo dos 45 km da sua frente atlântica, exigindo ao Governo intervenções estruturadas que assegurem o acesso seguro ao mar, vigilância e estacionamento adequado.
As exigências foram reiteradas junto do Ministério do Ambiente durante reuniões técnicas promovidas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), nos dias 30 de junho e 1 de julho, onde foram apresentadas propostas prioritárias da Autarquia. A expectativa recai agora sobre as conclusões da visita da APA, a serem divulgadas no próximo 9 de julho.
Entre as medidas apresentadas ao Governo, destacam-se: Classificação e autorização de novas zonas balneares, com serviços de apoio, vigilância e estacionamento; Criação de acessos planeados e ambientalmente sustentáveis; Inspeção de acessos existentes, garantindo o direito constitucional de acesso ao mar; Expansão das zonas de estacionamento nas frentes de praia.
O Presidente da Autarquia, António Figueira Mendes, destacou que “estas reuniões de trabalho foram de grande importância, tendo permitido discutir, visitar e apresentar em detalhe possíveis soluções para reforçarmos o número de praias com zona balnear no nosso Concelho”.
No comunicado, a Autarquia recorda que tem vindo a insistir junto do Governo, ao longo dos últimos anos, na necessidade de planeamento balnear, nomeadamente durante a visita da atual Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, em 2024, à Praia de Melides. Na altura, foram alertadas as autoridades para os riscos do uso informal e desordenado do Litoral.
Grândola reitera ainda que já em 2022, no âmbito da revisão do Programa da Orla Costeira Espichel-Odeceixe (POC-EO), emitiu parecer desfavorável, considerando que o documento aprovado era “desatualizado” e “inadequado”, perpetuando situações de insegurança, desorganização e pressão ambiental nas praias da Região.
A Câmara Municipal aguarda agora que a resposta do Ministério do Ambiente reflita a urgência das propostas e dê início a soluções concretas que vão ao encontro das necessidades da população e da sustentabilidade da faixa costeira.


