Envelhecer com dignidade e qualidade de vida é um direito fundamental, representando os valores de uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Face aos desafios do envelhecimento da população, os Lares de Idosos, Centros de Dia e Serviços de Apoio Domiciliário desempenham um papel crucial na promoção do bem-estar dos cidadãos séniores.
Com o aumento da esperança de vida, os Lares de Idosos enfrentam cada vez mais desafios. Muitos Lares lidam com a falta de vagas e a necessidade de atender a um número cada vez maior de idosos. Para compreender as respostas disponíveis na Região, o jornal “O Leme” falou com diversas Instituições que prestam cuidados aos idosos em Santiago do Cacém, Santo André e Sines. A reportagem explorou os serviços oferecidos, os desafios enfrentados e as soluções adotadas para garantir proteção e apoio aos seus utentes.
Em Santo André, a oferta de estruturas para cuidar os idosos é limitada, contando apenas com um Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) gerido pelo Centro Social Paroquial Santa Maria “que se destina a pessoas que se encontrem no seu domicílio em situação de dependência física e ou psíquica e que não possam assegurar, a satisfação das suas necessidades básicas da vida diária, este Centro presta assistência a cerca de 40 utentes” expplica Julieta Rocha, Diretora do SAD.
Contudo, essa realidade está prestes a mudar: a cidade irá em breve contar com a ERPI-Estrutura Residencial para Pessoas Idosas Manuel Malvar. A Misericórdia de Santiago do Cacém avançou em janeiro do ano passado com a construção de um Lar de Idosos, em Vila Nova de Santo André, num investimento de 5,1 milhões de euros. A primeira pedra da futura Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), foi lançada, no dia 23 de janeiro do ano passado.
O futuro equipamento vai contar com mais de 60 camas, com duas salas de refeição, 22 quartos duplos, oito quartos simples e oito quartos mistos, serviços de enfermagem, ginásio com reabilitação e fisioterapia, Apoio Domiciliário, Centro de Dia e 58 instalações sanitárias.
Além do espaço de receção e sala de espera, o projeto inclui ainda um ‘snack bar’, cabeleireiro, gabinetes para técnicos, salas de reuniões, balneário para colaboradores e salas de atividade e convívio.
A futura ERPI será uma resposta para a enorme procura que existe nesta região. Segundo Jorge Nunes, Ex-Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém, que irá gerir esta nova unidade, “há avanços promissores. As obras na ERPI estão em ritmo acelerado, e a previsão de conclusão será em julho deste ano”. Este novo Lar contará com 75 camas, aumentando significativamente a capacidade de acolhimento na Região.
Em Santiago do Cacém, a Santa Casa da Misericórdia é um pilar no apoio à Comunidade Sénior, consolidando-se como uma referência no cuidado aos idosos. Com um total de 276 camas, distribuídas entre as suas unidades, a Instituição oferece: o ERPI Santa Maria dispõe de 154 camas, ERPI Residências do Pinhal atendem 42 utentes e o UCCI São João acomoda até 32 utentes. Além disso, o Serviço de Cuidados Continuados do Conde do Bracial apoia, em média, 20 utentes em regime de média duração e outros 28 em convalescença. Complementando esta rede de suporte, o Centro de Dia atende diariamente cerca de 20 pessoas, enquanto o Serviço de Apoio Domiciliário presta assistência a cerca de 70 utentes, promovendo conforto e qualidade de vida para aqueles que optam por permanecer no conforto das suas casas.
Em Sines também a Santa Casa da Misericórdia desempenha um papel essencial no apoio à Comunidade, oferecendo serviços fundamentais para idoso como uma ERPI, Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), Centro de Dia (CD) e Centro de Convívio (CC).
Com um total de 189 residentes na Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas (ERPI), 83 utentes beneficiando do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) e 18 participantes no Centro de Dia, a Instituição trabalha diariamente para garantir bem-estar, assistência e inclusão social. O compromisso com a qualidade dos serviços é reforçado por uma abordagem estruturada e pela proximidade com a Comunidade, assegurando que cada idoso receba o suporte necessário para viver com dignidade e conforto.
Desafios Humanos e Financeiros na Gestão das Instituições de Apoio a Idosos
As Instituições de Apoio a Idosos, sejam ERPI, SAD, SCC ou CD, enfrentam dificuldades financeiras significativas, principalmente devido às comparticipações da Segurança Social, que ficam aquém das reais necessidades de cada utente. Eduardo Bandeira, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sines, explica: “As principais fontes de financiamento são as comparticipações da Segurança Social e as mensalidades pagas pelos utentes e seus familiares”. Além disso, destaca que “a Comunidade pode contribuir através de donativos ou tornando-se membros da Irmandade”.
Por sua vez, Jorge Nunes reforça: “As comparticipações do Estado são limitadas, tornando indispensável somar essas verbas às reformas dos utentes para cobrir os custos das mensalidades dos serviços”. Para ampliar e aprimorar os serviços, Eduardo Bandeira destaca que “contamos com parcerias na Comunidade que ajudam a prestar um melhor serviço à sociedade, como o Município de Sines, empresas atuantes no Concelho, benfeitores e, sempre que possível, candidaturas a projetos financiados por fundos públicos ou privados”.
Para Abílio Raposo, Presidente do SAD de Santo André, “o custo de vida continua a subir, desde os artigos básicos aos combustíveis, enquanto as comparticipações da Segurança Social não acompanham essa evolução na mesma proporção”.
Além das dificuldades financeiras, estas Instituições enfrentam desafios diários que variam conforme o contexto social. O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sines sublinha que “a sustentabilidade financeira, a gestão operacional—tanto no dia a dia quanto a longo prazo—, o envolvimento da Comunidade e o avanço contínuo em tecnologia e inovação são áreas que exigem não apenas investimentos, mas também a formação contínua dos colaboradores”.
Jorge Nunes, Abilio Raposo, Presidente da SAD de Santo André e Eduardo Bandeira salientam que a gestão eficiente de recursos financeiros, humanos e materiais é um desafio constante, já que a escassez desses recursos limita a capacidade de operação e desenvolvimento das Instituições. Para enfrentar essas adversidades, a Santa Casa da Misericórdia de Sines adota uma abordagem estruturada e proativa, baseada na identificação dos problemas, na proximidade com a Comunidade e na adaptação às mudanças para aprimorar continuamente sua atuação.
Além disso, Jorge Nunes alerta: “A falta de pessoal é uma preocupação constante, especialmente nas áreas de Enfermagem e de Auxiliares de Ação Direta”, evidenciando a necessidade urgente de reforço e valorização desses profissionais para garantir a qualidade dos serviços prestados. Abilio Raposo destaca que “a escassez de Recursos Humanos representa um desafio constante, sendo que, na maioria dos casos, os profissionais disponíveis são estrangeiros”.
Compromisso com a Inclusão Social e o Apoio aos Mais Vulneráveis
No que diz respeito à proteção dos idosos em situação de vulnerabilidade social, Jorge Nunes, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém, garante: “Nenhum idoso fica sem apoio. Já tivemos casos de pessoas sem qualquer reforma” e reforça: “Nos últimos 35 anos, este tem sido o critério, e essa é a orientação que mantemos”.
A Santa Casa da Misericórdia de Sines atua de forma abrangente no apoio às famílias mais carenciadas, por meio de diversos programas e iniciativas. Entre eles, destacam-se a Cantina Social, a Loja Social, o Programa Abem e o Programa de Privação Material. Eduardo Bandeira enfatiza: “Todos esses programas têm como objetivo principal promover a inclusão social e melhorar a qualidade de vida das famílias e da Comunidade”.
O Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS), uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Sines e a Câmara Municipal de Sines, desempenha um papel essencial no suporte a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade, exclusão ou emergência social. Os seus principais objetivos incluem informar, aconselhar e encaminhar para serviços sociais adequados, prevenir a pobreza, fortalecer a autonomia e redes de suporte, acompanhar a inserção social e mobilizar recursos comunitários para promover a independência pessoal e profissional, conforme explica o Provedor.
Iniciativas e Combate a Solidão dos Idosos
Os Municípios promovem diversas iniciativas para apoiar o envelhecimento ativo e combater a solidão entre os idosos, durante todos o ano. Em Sines, Fernando Ramos, Vereador da Câmara Municipal de Sines explica que “o programa ‘Desporto é Vida +55 anos1 oferece atividades físicas como natação, hidroginástica e ginástica, além de eventos culturais e sociais. Há também espaços de convívio equipados com jogos, bibliotecas e áreas de lazer”.
Segundo Sónia Gonçalves, Vereadora da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, “o Município tem um calendário anual de ações como caminhadas, atividades culturais, Olimpíadas Sénior e bailes tradicionais. Projetos como “Engenhocas” e “Cartão Sénior” complementam esse suporte. Esclarece que “o Município também participa do programa CLDS 5G, que inclui iniciativas como a Linha 60+ (apoio telefônico aos idosos), Prescrição Social (conexão entre idosos e serviços de saúde), o projeto “Sénior + Isolado”, e um Grupo de voluntariado para idosos vulneráveis”. Acrescenta que “além disso, promove fóruns de discussão, oficinas intergeracionais e ações contra o idadismo”.
Vidas dedicadas e histórias de resiliência
O trabalho realizado por profissionais como Maria Martins, funcionária da ERPI de Sines, e o impacto sentido por utentes como Jesuína Santos e Manuela Pires, refletem histórias de dedicação e superação que merecem ser contadas.
Maria Martins, Colaboradora da ERPI de Sines, relata que os desafios do seu trabalho são principalmente emocionais. Apesar do desgaste que a profissão exige, ela encontra a recompensa no final de cada dia, sabendo que contribui significativamente para a vida de outras pessoas. Um dia típico começa cedo, com tarefas que incluem levantar, higienizar, vestir, alimentar, acompanhar e verificar o estado geral de saúde dos utentes. Maria Martins acredita que o seu trabalho faz toda a diferença na vida das pessoas dependentes, oferecendo-lhes o apoio essencial para o dia a dia.
Para ela, os pilares do seu compromisso são: gostar do que se faz, colocar-se no lugar do outro e investir em formação profissional. O que mais valoriza no seu trabalho é o contato direto com os utentes, destacando que essa interação é a essência que a motiva diariamente.
Manuela Pires, utente do SAD-Serviço de Apoio Domiciliário de Santo André, elogia o serviço da Instituição e a companhia de Alexandra Ferrinho, Auxiliar de Ação Direta: “dá-me força nas tardes que passa aqui.” Manuela gostaria de realizar mais atividades. Também reconhece o apoio essencial que recebe tanto da família quanto do SAD. Apesar das limitações que enfrenta, como a dificuldade de realizar tarefas simples, mantém-se resiliente e esperançosa.
Manuela é artesã e pintora, sente dificuldade em exercer os seus talentos devido aos problemas de saúde, mas vai fazendo (e nós confirmamos, os lindos trabalhos que ainda executa) o que pode e encontra alegria nos seus netos, que considera sua maior felicidade.
Jesuína Santos, utente da ERPI de Sines, reflete sobre sua a caminhada na Instituição. Embora inicialmente acreditasse que poderia regressar à sua casa, Jesuína reconhece que, devido às dificuldades de mobilidade, a ERPI tornou-se a sua nova casa e a sua nova família.
Gosta especialmente de atividades manuais e destaca uma experiência inesquecível: uma visita ao aeroporto, algo que nunca pensou ser possível. Jesuína Santos também deixa uma mensagem valiosa para as gerações mais jovens: “Tenham calma, não se precipitem e evitem levar as coisas muito a peito, pois isso não traz bons resultados.”
Apesar de sentir a ausência de um papel ativo junto à sua família, Jesuína Santos demonstra aceitação e tranquilidade com sua nova realidade, afirmando: “Estou bem com a vida, gostava de fazer comida para a família e fiquei preocupada com a minha ausência no seio da família. Agora sinto que já não faço falta”.
Respostas Sociais em Santiago do Cacém e Sines
Na Região, diversas respostas sociais são disponibilizadas para apoiar os idosos em diferentes situações de vulnerabilidade ou necessidade de assistência. A Estrutura Residencial para Pessoas Idosas-ERPI (Lar) oferece alojamento coletivo temporário ou permanente, com serviços de apoio social e cuidados de enfermagem, garantindo aos utentes um ambiente acolhedor e estimulando a sua autonomia e integração social.
Sines: Santa Casa da Misericórdia de Sines
Santiago do Cacém: Lar de Santa Maria – Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém; Residências do Pinhal – Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém; Lar de Idosos de Ermidas – AADIES: Associação de Apoio ao Desenvolvimento Integrado de Ermidas-Sado; Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da Casa do Povo de Abela; Estrutura Residencial para Pessoas Idosas de Alvalade.
O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) proporciona cuidados personalizados a pessoas e famílias que, devido a doença, deficiência ou outras limitações, não conseguem suprir sozinhos as suas necessidades diárias. Além de prevenir situações de dependência, o SAD foca-se na promoção da autonomia e no bem-estar dos utentes, oferecendo apoio físico e psicossocial.
Sines: Santa Casa da Misericórdia
Porto Covo: “A Gralha” – Associação de Desenvolvimento de Porto Covo
Santiago do Cacém: – Serviço de Apoio Domiciliário de São Francisco – Centro de Dia de São Francisco da Serra; Serviço de Apoio Domiciliário do Lar de Santa Maria – Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém; Serviço de Apoio Domiciliário do Centro Comunitário de Santo André “O Moinho”; Serviço de Apoio Domiciliário da AADIES – Associação de Apoio e Desenvolvimento Integrado de Ermidas-Sado; Serviço de Apoio Domiciliário da Casa do Povo de São Domingos (São Domingos e Vale de Água); Serviço de Apoio Domiciliário a Idosos e Dependentes da Casa do Povo de Cercal do Alentejo; Serviço de Apoio Domiciliário da Casa do Povo de Alvalade; Serviço de Apoio Domiciliário da Casa do Povo de Abela; Serviço de Apoio Domiciliário da Associação de Bem Estar Social da Freguesia de Santa Cruz; Serviço de Apoio Domiciliário da Associação de Moradores do Salão Comunitário da Sonega; Apoio com Carinho – Centro Geriátrico, Lda.
Por sua vez, o Centro de Dia (CD) destina-se a idosos, disponibilizando serviços e atividades durante o dia para estimular o seu equilíbrio físico e emocional, fomentar o convívio social e apoiar as famílias. Além disso, proporciona refeições e momentos de lazer, contribuindo para uma vida mais ativa e saudável.
Sines: Santa Casa da Misericórdia de Sines
Santiago do Cacém: Centro de Dia de São Francisco; Lar de Santa Maria – Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém; Centro de Dia de Ermidas – AADIES: Associação de Apoio ao Desenvolvimento Integrado de Ermidas-Sado; Centro de Dia de São Domingos – Casa do Povo de São Domingos; Centro de Dia de Vale de Água – Casa do Povo de São Domingos; Centro de Dia de Cercal do Alentejo – Casa do Povo de Cercal do Alentejo; Centro de Dia da Casa do Povo de Alvalade; Centro de Dia da Associação de Bem Estar Social da Freguesia de Santa Cruz; Centro de Dia da Sonega – Associação de Moradores do Salão Comunitário da Sonega.
O Centro de Convívio (CC) promove o envelhecimento ativo e saudável, oferecendo a idosos e reformados recursos para desenvolver capacidades, estimular interesses e incentivar a criatividade e a comunicação. Através de atividades culturais, formativas e de convívio, o CC fortalece laços sociais e fomenta a integração intergeracional por meio de parcerias com entidades locais.
Sines: Santa Casa da Misericórdia de Sines
Ainda como resposta para a comunidade, a SCMS tem o serviço de Fisioterapia e Fisioterapia ao Domicílio. O serviço de Fisioterapia funciona nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Sines, disponibilizando de tratamentos personalizados e funciona de 2ª a 6ª feira, das 9h00 às 19h00 (sob marcação).
Contactos:
Concelho Santiago do Cacém
AADIES – Associação de Apoio ao Desenvolvimento Integrado de Ermidas-Sado: Rua 25 de Abril, 10, 7565-210 Ermidas-Sado / Telefone: 269.502.316 / E-mail: aadiesermidas@gmail.com
Apoio com Carinho – Centro Geriátrico, Lda.: Avenida D. Nuno Álvares Pereira, n.º 17, 7540-101 Santiago do Cacém / Telefone: 269.904.174 / E-mail: raquel.tenente@miminhosavos.pt
Associação de Bem Estar Social da Freguesia de Santa Cruz: Ademas, Caixa Postal 7621, 7540-051 Santa Cruz / Telemóvel: 918.291.420 / E-mail: abes.financeiro@gmail.com
Associação de Moradores do Salão Comunitário da Sonega: Largo da Liberdade, Sonega, 7555-267 Sonega / Telemóvel: 962.087.322 / E-mail: amscsonega@gmail.com
Casa do Povo de Abela: Estrada Nacional 390, 7540-011 Abela / Telefone: 269.902.214 / E-mail: casapovoabela@sapo.pt
Casa do Povo de Alvalade: Largo Francisco José Morais, 7565-017 Alvalade / Telefone: 269.590.080 / E-mail: casadopovoalvalade@hotmail.com
Casa do Povo de Cercal do Alentejo: Rua da Parreira, 5, 7555-119 Cercal do Alentejo / Telefone: 269.904.134 / E-mail: casa.povo.cercal@gmail.com
Casa do Povo de São Domingos: Rua Escritor Manuel da Fonseca, 12, 7540-415 São Domingos / Telefone: 269.903.121 / E-mail: casapovosd@gmail.com
Centro Comunitário de Santo André “O Moinho”: Rua da Igreja, Apartado 6, 7500-099 Vila Nova de Santo André / Telefone: 269.752.205 / E-mail: cspsmmoinho@gmail.com
Centro de Dia de São Francisco da Serra: Rua da Casa do Povo, n.º 8, 7540-555 São Francisco da Serra / Telefone: 269.471.141 / E-mail: cdsfranciscoserra@hotmail.com;
Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém: Quinta da Hortinha, 7540-123 Santiago do Cacém / Telefone: 269.818.214 / E-mail: geral@scmsc.pt
Concelho de Sines
Santa Casa da Misericórdia de Sines: Avenida 25 de Abril, Nº2, Apartado 333, 7520-107 Sines/ telefone: 260630460 / geral@scmsines.org
A Gralha – Porto Covo, Sines, 269 905 006 / ass.agralha@gmail.com


