Vítor Proença (CDU) elege mobilidade, internacionalização e habitação na apresentação da candidatura em Santiago do Cacém

Helga Nobre

Onze anos depois de ter deixado a Presidência da Câmara de Santiago do Cacém, Vítor Proença (CDU) apresentou, no Auditório Municipal António Chainho, a sua candidatura a este Município nas Eleições Autárquicas deste ano.

“Este regresso é uma escolha coletiva da CDU, mas também uma aceitação pessoal. Após a devida ponderação, pessoal e familiar, aceitei este novo desafio, o que nos move é o bem-estar da nossa terra e das nossas gentes. É o regresso de alguém que em si próprio se considera um amigo de todos”, vincou.

No seu discurso de apresentação, que contou com a presença de Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP, o candidato elencou alguns dos projetos e investimentos que ajudou a concretizar ao longo dos seus mandatos na Câmara de Santiago do Cacém, entre 2001 e 2013, ano em que foi eleito pela primeira vez para liderar o Município de Alcácer do Sal.

No regresso a Santiago do Cacém, o cabeça de lista disse que a CDU está unida “para continuar o desenvolvimento deste município e garantir melhores infraestruturas, mais oportunidades, mais qualidade de vida para todos”.

“A nossa candidatura representa o empenho mais que provado de saber reclamar junto de governantes, responsáveis de institutos, em prol de questões que nos afetam e que tenham a ver com as respostas que o Estado Central tem de fazer neste território”, argumentou.

Para o cabeça de lista da CDU, concorrer à Presidência da Câmara de Santiago do Cacém “exige competência, experiência, saber fazer, saber galvanizar as pessoas”.

E esta candidatura, sublinhou, “dará segurança, dará garantias, porque conhece os complexos segredos de uma Administração Autárquica, desde logo as regras dos pacotes dos financiamentos comunitários e as regras que tem de haver na questão da gestão pública”.

Já em jeito de recado aos seus adversários políticos, Vítor Proença advertiu que as “coligações do contra, apenas, para deitar abaixo, as chamadas coligações negativas, nunca levam a lado nenhum”.

“As próximas Eleições Autárquicas já estão a ser marcadas pela inédita renúncia do PS e do PSD em concorrer ao ato eleitoral de forma própria, mas sejamos claros nas palavras, o que foi constituído foi uma coligação do PS com o PSD, mascarada como Movimento De Cidadãos que, no fundo, quer enganar os incautos que se deixem enganar”, argumentou.

Referindo que a CDU “não tem nada contra os independentes das forças partidárias”, o cabeça de lista quis mostrar que já fez as contas aos resultados das últimas autárquicas.

“Comparando com 2021, nas últimas autárquicas, o PS e o PSD somados obtiveram menos votos do que a CDU sozinha. E agora, neste arranjo que fizeram, eles não vão somar, eles vão diminuir. Há somas que somam, há somas que multiplicam, mas há somas que diminuem”, afirmou.

A aposta “na mobilidade, na facilitação, num Concelho mais solidário, mais verde, mais acessível, na internacionalização e atração de pessoas, no investimento produtivo com novas respostas de localização empresarial, mais solo para habitação acessível, na reivindicação de mais e melhores condições para os profissionais de saúde, na qualificação de escolas, no reforço de respostas no apoio educativo e do movimento associativo”, são algumas das prioridades elencadas pelo candidato.

Paulo Raimundo elogia trabalho da CDU e aponta baterias a adversários políticos

O Secretário-Geral do PCP, Paulo Raimundo, presente na sessão de apresentação da candidatura de Vítor Proença, elogiou o trabalho efetuado pela CDU neste Concelho e apontou baterias aos adversários políticos.

“Já não bastava, PSD e o PS se alinharem para viabilizarem o Orçamento de Estado. Já não bastava o PS ter viabilizado todos os Orçamentos da Câmara de Lisboa. Já não bastava os profundos compromissos com os grandes interesses daqueles que se acham os donos do país, assistimos aqui em Santiago a uma coisa que pensámos que já não era possível assistir: o PS e o PSD unidos para enfrentar esta grande força popular que é a CDU”, criticou.

Para o líder comunista, “mais grave do que esta união, é o facto de o fazerem não de uma forma clara, não de uma forma honesta, mas sob a capa de uma falsa candidatura de cidadãos eleitores”.

Além de considerar tratar-se de “uma autêntica manobra que o povo vai derrotar”, Paulo Raimundo mostrou-se convicto que “muitos eleitores e simpatizantes do PS e até mesmo do PSD não estão de acordo com esta união das duas forças políticas”.

“A esses dizemos que a CDU é também a sua força, é aqui que está o projeto também deles e é aqui que está o futuro de Santiago do Cacém”, reforçou.

As Eleições Autárquicas deverão ocorrer entre setembro e outubro deste ano.