T.A.C.A. – Malucas à solta no… Cercal!!!

José Manuel Claro

O Teatro de Animação do Cercal do Alentejo (T.A.C.A.), a comemorar os 54 anos de existência, levou à cena nos passados dias 6 e 7 de dezembro, nas instalações da Casa do Povo daquela Vila, a revista popular, ‘Malucas à solta no… Cercal!!!’.

Tendo à frente do elenco os artistas Carmen Duval e Jorge Batista da Silva e perante uma assistência empolgada, o espetáculo constituiu mais um êxito que ficará registado na história da coletividade, principal esteio cultural daquela Freguesia.

Aqui chegados, o jornalista cumpriu com o preceituado para o ‘lead’ da notícia, mas muito para além dos formalismos na elaboração da notícia, haverá a referir a tradição que ocorre no primeiro fim de semana de dezembro de cada ano, consubstanciada numa estreia de uma peça teatral levada à cena no âmbito da atividade desenvolvida pelo T.A.C.A., ao longo de 54 anos.A peça, agora subida a palco, enquadrou-se no género de revista popular, que conta como pontos altos as intervenções de Carmen Duval e do artista convidado, escolha que este ano recaiu em Jorge Batista da Silva.

Talvez seja chegada a hora de chamar ao palco da notícia, o homem sobre quem recai a conceção dos textos, dos quadros, dos ensaios e todos os múltiplos pormenores de uma organização desta envergadura – José Luís Assunção.

Homem desde muito novo ligado ao teatro, um verdadeiro artista, como soe dizer-se e que dá vida e voz à Carmen Duval, um prolongamento de si que se transfigura quando pisa as tábuas de um palco.

Aqui chegados, não poderíamos escamotear os múltiplos talentos de todo o elenco do T.A.C.A., analisando as atuações dos mais velhos e igualmente dos mais novos que, seguindo as pegadas dos seus pais e avós, dão agora os primeiros paços na nobre Arte de Talma.

Num texto irreverente, pleno de graça, com quadros muito baseados nas vivências locais, o que, só por si, serão o garante de sucesso, exuberantemente demonstrado pelas reações imediatas da assistência, poderemos dizer que a sociedade cercalense é passada de fio a pavio e que nem o Padre Diogo, Padre da Paróquia, escapou à análise.

De salientar o ambiente vivido na sala, aquando do intervalo, que nos fez recordar os ‘Passos Perdidos’ da nossa Assembleia da República, pelo aproveitamento que foi feito desse hiato, em que na presença do Presidente da Junta de Freguesia, Sérgio Santiago e do Vereador da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Albano Pereira, circunstância que foi utilizada por alguns dos presentes, para abordar a necessidade da construção de um Auditório nesta Vila, que pudesse domiciliar o T.A.C.A. e outras atividades culturais, entre elas o cante alentejano.

Para a história ficará mais uma noite de sucesso do elenco do T.A.C.A., um grupo de ‘Doidas’, suadas, cansadas, mas felizes por darem o seu talento à vida cultural de uma Vila que, anualmente, lá vai fazendo o milagre, porque de um autêntico milagre se trata, de subir à cena de uma peça de cariz popular, agregando uma boa mão cheia de talentos sob a batuta de um senhor do teatro, José Luís Assunção ou Carmen Duval, a sua diva, como lhe queiram chamar.

Estão todos de parabéns e agora, passadas as festas, há que começar a trabalhar na Marcha Popular a sair à rua pelos ditos Santos e igualmente, a preparação de mais um milagre no seio do T.A.C.A., uma revista popular, para nosso gáudio.

Parabéns T.A.C.A., parabéns José Luís, parabéns Cercal do Alentejo.