No passado ano de dois mil e dezassete, o Papa Francisco instituiu, para todo o mundo, o Dia do Pobre. Este dia saiu do grande Ano da Misericórdia e recorda que todos devemos estar atentos ao que é pobre. E colocou logo como primeiro tema: “Amamos, não com palavras, mas com obras”. Nesta frase encontramos todo o sentido para este acontecimento que passou a ser anual. Recordar todos os anos que no meio da nossa comunidade existe alguém que é pobre. Já no longínquo ano de mil novecentos e oitenta e sete, em Paris, também surge o Dia mundial da Erradicação da Pobreza, criado pelo Padre Joseph Wresinski, que foi feito um monumento para homenagear as vitimas da pobreza, fome, violência e medo. Depois da morte do Padre Joseph, as Nações Unidas decretaram que o dia 17 de Outubro fosse dedicado à reflexão e movimentação para a Erradicação da Pobreza. Estes dois acontecimentos, unem-se com um mesmo propósito que é refletir e fazer ações que levem a que as pessoas mais necessitadas sejam sempre ajudadas e possam assim ter uma vida digna. Tudo o que existe no mundo é de todos nós. Tudo foi feito para o Homem. E por isso, aquele que, mesmo provisoriamente, tendo bens que chegam para si e que sobram, deve apoiar os que nada conseguem, ou pouco têm. O pobre é aquele que sofre de violência provocada por outros e que nada consegue fazer para se defender. Logo passam fome e são assolados pelo medo. Cada vez temos mais bens materiais e as indú
strias fabricam alimentos em quantidades muito grande, que chega para os que têm possibilidades de os adquirir, mas também assim sobram para quem nada tem. As guerras cada vez mais criam pobres. Quantas pessoas tinham uma vida equilibrada; casa, carro, emprego, um ordenado que lhes dava o alimento diário, e que de um momento para o outro ficaram sem nada. É necessário acabar com as guerras para que se diminua os pobres no mundo. A Paz cria riqueza e essa bem distribuída diminui os carenciados e necessitados do mundo. O pobre tem direito a ter o necessário para viver, porque o mundo é nosso, como diz o Papa Francisco é de “Todos, Todos, Todos”.
20/11/2024
Abílio Raposo


