
Por Francisco do Ó Pacheco, Escritor, jornalista e ex-autarca, em Sines
Comemorar o 25 de Abril de 1974, e já lá vão 43 anos, será sempre sinónimo de resistência e alegria.
De resistência porque é imperativo que recordemos sempre os duros tempos da ditadura fascista a que estivemos sujeitos durante 48 anos e de uma guerra colonial que matou e estropiou dezenas ou centenas de milhar de portugueses e de africanos quer tivessem ou não origem lusitana.
Tal como será sempre conveniente que transportemos ao presente os tenebrosos tempos do gabinete da área de Sines, durante os anos anteriores à madrugada libertadora, entre junho de 1971 a Abril de 1974.
Recordo ter lido uma notícia, num jornal de Angola, onde me encontrava a prestar serviço militar, no Verão de 1972, que informava da demissão do presidente da câmara municipal de Sines. Coisa estranha, para um regime político opressivo e totalitário, que escolhia os autarcas locais de acordo com os seus interesses, após selecionar pessoas com alguma confiança
das populações e que não trouxessem problemas ao regime. Regressado a Portugal, alguns meses depois, quis esclarecer o assunto e conheci então quais as divergências que tinham conduzido a tal desfecho.
O artigo completo pode ser lido na edição em papel de 11 de maio de 2017, n.º 692

